Política local 24/03/2010

“Em política, as experiências significam revolução”.

(Benjamin Disraeli)

Tempo quente
A temperatura ferveu ontem em Brasília e redundou num diálogo ríspido entre Tião Bocalom (PSDB) e Sérgio Petecão (PMN).  Abordado por Bocalom se era verdade o que a coluna tinha colocado, que ele estava conversando com o PMDB, Petecão foi pragmático: “conversei e o resto da conversa é hoje (ontem à noite) com o Flaviano Melo (PMDB)”. Acusado de lançar sua candidatura de forma unilateral ao Senado, Petecão retrucou: “cansei de esperar pelo PSDB”.

Proposta rejeitada
Durante a conversa, Tião Bocalom (PSDB), que estava com Sérgio Barros (PSDB), seu candidato ao Senado, propôs e Petecão rejeitou submeter o seu nome ao Conselho Político do PSDB.

Desafio na mesa
Ao rebater a proposta, Sérgio Petecão (PMN) colocou um xeque-mate no tabuleiro de xadrez: “proponho uma forma mais democrática de escolha do nome ao Senado, uma pesquisa”.

Rebatida na hora
Foi  Petecão (PMN) fazer a proposta e Tião Bocalom (PSDB) se despedir e irado ir embora.

 Ninguém se entendeu
Resultado da conversa: cada um saiu para o seu lado e ninguém se entendeu patavinas.

Ficou claro
Ficou claro do diálogo que o nome do PSDB ao Senado é Sérgio Barros. Resta saber qual é a posição do deputado N. Lima (DEM), que defende a candidatura de Fernando Lage (DEM).

Fora do barco
Perguntado pela coluna sobre a sua candidatura ao Senado, o ex-deputado federal Márcio Bittar (PSDB), foi irônico: “você acha que eu vou ser candidato neste clima de guerra interna”?

Decisão tomada
Márcio Bittar disse que sua decisão está tomada e vai disputar vaga na Câmara Federal.

Coberto de razão
 Bittar (PSDB) está coberto de razão em passar longe dessa confusão generalizada em torno da escolha dos nomes para o Senado e tocar sua vida para a Câmara Federal.

Uma leve pergunta
Há uma leve perguntinha nesse mar de confusão: quem vai abrir no PMDB para Sérgio Petecão (PMN) ser candidato a senador numa aliança: João Correia ou Geraldo Mesquita?

Prova de força
Quem foi a Cruzeiro do Sul revelou ontem à coluna que o prefeito Wagner Sales (PMDB) deu uma prova de força política, ao reunir uma multidão no encontro do partido.

Outra conversa
Se o Wagner vai conseguir transferir os seus votos, aí o buraco é mais embaixo.

Não é mais
Com as candidaturas a deputado federal do Idésio Frank (PT) e do Leonardo Brito (PT) , definitivamente, a candidatura de Sibá Machado (PT) deixou de ser prioritária.

Tiram votos
Leonardo Brito (PT) e Idésio Frank (PT) só por um novo milagre da multiplicação dos pães vão se eleger, mas beliscarão votos no reduto até então intocável do Sibá Machado (PT).

Espaço à revelia
Dois deputados federais conseguiram sedimentar suas bases para uma reeleição segura, na base do trabalho, sem esquemas de governo: Gladson Cameli (PP) e Fernando Melo (PT).

Razão de sobra
O médico Carlos Beirute (PTB) disse ontem que a falta de unidade dos partidos nanicos está lhe convencendo em retirar a candidatura de primeiro suplente de senador.

Erro estratégico
Para Beirute, é um erro estratégico os nanicos indicarem uma lista tríplice aos dirigentes da FPA, o que demonstraria que a unidade dos pequenos só existe na ficção.

 Sumiu na buraqueira
Ontem, vereadores da FPA procuravam o vereador Cabide (PTC) como se procura uma agulha no palheiro para explicar sua simbiose com os deputados Calixto (PSL) e Petecão (PMN).

Nas catracas
O vereador Gabriel Forneck (PT) defendia uma conversa urgente com o Cabide (PTC), para ser chamado nas catracas e dizer de que lado político está, se com a FPA ou com a oposição?

Resultado conhecido
Para o próximo dia 26, está marcada a reunião do Conselho Político da FPA, para definir quem será o segundo candidato ao Senado, se Edvaldo Magalhães (PCdoB) ou Henrique Afonso (PV).

Brincando
É querer brincar de fazer política, porque até seu Chico Preto do Seringal Ôco do Mundo já sabe que o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) está escolhido há meses.

Última hora
No fechamento da coluna estavam reunidos em Brasília: Tião Bocalom (PSDB) com a direção tucana e, em outro local, os deputados federais Flaviano Melo (PMDB) e Petecão (PMN).

 Passeio nas urnas

Contava ontem numa roda quem conversa com o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) que ele vive num êxtase, rindo com o tempo. Tem razão a sua euforia. Mantidas as quatro candidaturas postas até aqui para o Senado: Sérgio Petecão (PMN), João Correia (PMDB), Geraldo Mesquita (PMDB) e Sérgio Barros (PSDB), Magalhães pode armar uma rede debaixo da mangueira e ficar tomando sorvete que vai dar um passeio nas urnas com tão grande patetice.

 

Assuntos desta notícia


Join the Conversation