Política nacional 06/03/2010

“A decisão é um marco no combate à impunidade no Brasil”.

Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, sobre a decisão do STF contra Arruda.

Duda à Justiça: PT pagou a ele R$ 32,6 milhões
Em depoimento à Justiça Federal na Bahia, no caso do mensalão, ainda inédito na imprensa, o publicitário Duda Mendonça
 revelou que entre 2001 e 2003 recebeu R$ 32,6 milhões do PT por sua atuação nas campanhas de Lula, em 2002, e de São Paulo e Rio de Janeiro. Do total pago pelo PT, R$ 10,4 milhões foram depositados em conta no Bank Boston, em Miami, “por exigência do empresário Marcos Valério”.

Homem do dinheiro
Duda contou que “todos os recebimentos foram combinados e autorizados” pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

As coisas mudam
Duda também afirmou à Justiça que “àquele momento a imagem do PT não indicava possibilidade de existir pagamento com dinheiro escuso”.

Sem opção
Sobre a grana depositada no exterior pelo PT, “era pegar ou largar” repetiu Duda Mendonça em seu depoimento à Justiça Federal.

Sem problemas
Duda lembrou à Justiça que a devassa em sua vida e suas empresas não resultaram em qualquer atuação da Receita Federal.

INB: há 16 anos…
O superintendente da Indústrias Nucleares do Brasil, José Carlos Castro, chegou da Alemanha, em mais um périplo atrás do “cano” de US$ 62 milhões da multinacional falida Nuexco, para a qual a INB transferiu, em 1994, seis lotes de urânio, hoje com a alemã Siemens. Diz apenas que a suprema corte alemã “atendeu ao nosso pleito”. O gasto com advogados e viagens já ultrapassou os R$ 10 milhões.

Encrenca atômica
Além do “rombo”, o negócio com a Nuexco foi ilegal, sem autorização presidencial para exportar reserva estratégica e pagamento de imposto.

Espera em casa
O STJ mandou um acusado de roubo esperar em casa a apelação. Achou excessiva a demora de três anos para o TJ-SP julgar o pedido.

Nossa grana
A Câmara dos Deputados contratou, sem licitação, uma empresa de web design e web ilustração por R$ 744,8 mil.

Em família
O fim do segredo de Justiça da Operação Naufrágio – envolvendo  juízes,  advogados e servidores do Tribunal de Justiça do Espírito Santo em venda de sentenças – mostrou, entre outros absurdos, que o ex-presidente do TJ Frederico Pimentel empregava 16 parentes.

TV lusitana
A TV Justiça teve enfim grande audiência, ao transmitir o julgamento do habeas corpus de Arruda, no STF, mas os números são “segredo de justiça”: o contrato com o Ibope prevê “sigilo”. Parece piada.

Ausência
Dos onze ministros do STF, somente dez comparecerem à votação do habeas corpus do governador Arruda. O único ausente foi Eros Grau, em campanha para uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Ele vai ser atingido pela compulsória em 19 de agosto, ao completar 70 anos.

Não foi bem assim
Não é “DEM abre mão de vice”, como avisou o líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (DEM). O correto é “Serra abre mão do DEM como vice”. E quem quer ser o vice de Serra? Poucos, pelo visto.
 
Despreparo
Na sabatina com Hillary Clinton, um professor da faculdade Zumbi dos Palmares se apresentou como “mestre e doutor”, mas chamou a secretária de Estado de “chefe de Estado”. Coitados dos alunos.

Pôncio Pilatos
Afastado pelo Conselho Nacional de Justiça por suposta irregularidade na fiscalização de cartórios, o corregedor da Justiça do Rio, Roberto Wider, atribuiu a indicação de dois advogados para cartó-rios vagos ao juiz auxiliar Luiz de Melo Serra, que empurra o problema para Wilder.

Dose para elefante
Em mais um palanque na Bahia, Lula ironizou a oposição, dizendo que, se pudesse, ela estaria cantando “um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais”. Não é eleição, é um enfarte.

Percalços
O coronel e senador Tasso Jereissati (CE) termina uma semana adversa: ofereceu-se para ser vice de José Serra, mas ninguém lhe deu importância. E saiu de Brasília reclamando da vida, como sempre.

Pensando bem…
…Lula está certo. Quem pariu Dilma, que a embale.

 Dupla sertaneja

Os deputados Inaldo Leitão (PL-PB) e Luciano Leitoa (PSB-MA) estavam próximos um do outro, como uma piada à procura de quem a contasse. Encontraram o deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), sempre muito brincalhão:
– Essa é a dupla mais dinâmica da Casa, Leitão e Leitoa.

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