Política nacional 07/03/2010

“Se dependesse do PT, nós não tínhamos Constituição”.

Senador Pedro Simon (PMDB-RS), criticando o partido do presidente Lula.

Na Justiça, biógrafa do PT revela apego à ficção
Odepoimento da escritora Denise Paraná no inquérito do mensalão do PT, obtido pela coluna, ajuda a entender a visão romanceada e engajada do seu livro “Lula, o Filho do Brasil”, cujo filme nele baseado, de tão improvável, fracassa nas bilheterias. Ela sustentou na 2ª Vara Federal Criminal de SP que o mensalão foi invenção da imprensa e diz que “nunca houve” aquele “patético episódio de dólares na cueca”.

Só para lembrar
A PF apreendeu dólares na cueca de um assessor de José Guimarães (PT-CE), irmão de José Genoino, outro biografado por Denise Paraná.

Sem noção
À Justiça, Denise Paraná elogiou José Genoino. Diz que seu salário de deputado (“R$ 16 mil”) faz dele alguém “quase de classe média baixa”.

Fofoca não pode
No depoimento, a escritora irritou o promotor ao acusar a imprensa de criar e omitir notícias para prejudicar o PT, sem citar fatos ou nomes.

Reino da fantasia
Na “viagem” à Justiça, Denise Paraná disse que “mensalão” foi uma expressão criada por “publicitário”. De fato: seu nome é Marcos Valério.

Serra deve anunciar sua candidatura amanhã
O governador de São Paulo, José Serra, deve anunciar amanhã que é candidato a presidente da República pelo PSDB, mesmo sem definir o vice. Os tucanos ainda tentam a chapa puro-sangue com o governador de Minas, Aécio Neves. Bateram o martelo, em reunião ontem com a presença do ex-governador Geraldo Alckmin, candidato ao governo. Sem Aécio, cresce a cotação da senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Ultimato
O ex-presidente FHC andou propondo um “ultimato” a Serra, a fim de que ele definisse a candidatura. E o prazo se esgotaria nesta segunda.

Assim é fácil
A Caixa alardeia o lucro de R$ 3 bilhões em 2009, menor que o de 2008. Seria ainda menor se pagasse R$ 1,3 bilhão que deve ao INSS.

Zuzo bem
Faz sucesso na internet um vídeo mostrando Sérgio Cabral, ao lado da ministra Dilma no Sambódromo, falando inglês com sotaque pastoso.

Bebida é veneno
A internação às pressas na quinta (5), após tonturas e dor de cabeça, não é o primeiro susto do governador do Rio, Sérgio Cabral: ele era deputado estadual em 1997, e quase morreu em Buenos Aires, por um problema cerebral, que o obrigou a tomar remédios e a não beber.

Jatinho providencial
Na crise com sua saúde, em 1997, um jatinho UTI de um plano de saúde foi enviado à capital argentina para buscá-lo, às vésperas da instalação de uma CPI… dos planos de saúde.

‘Licença’ seria ilegal
Lula negou, com pose de estadista, que se licenciaria para participar da campanha de Dilma. Teria que negar mesmo: a Constituição não prevê afastamento para atividades particulares, como campanhas, diz Antônio Augusto Mayer, especialista em Direito Eleitoral.

Somente renunciando
Para se dedicar à campanha, Lula teria que renunciar. Ou seria acusado de “abandono de cargo”. Mas José Sarney sepultou a fofoca: “Se Lula não se licenciou para sua campanha, por que o faria agora?”

Procura-se
O senador Marco Maciel (DEM-PE) não deu um único passo visível (ele é diáfano) para reorganizar o diretório do DEM em Brasília. Até porque, até agora, não encontrou ninguém para convidar a ingressar no partido.

Vendo para crer
O governo Lula abre o bolso também para São Tomé e Príncipe, país lusófono na África. O BNDES vai emprestar US$ 5,2 milhões para ajudar no salário mínimo e em programas de saúde e educação.

Aposentado e lascado
O Ministério Público Federal em Pernambuco ajuizou contra o INSS para que forneça próteses ou órteses a segurados. Para a Previdência, só se impedisse o trabalho. E olha que não lhes falta apenas um dedo.

Só mulheres
Toda a tripulação da Ocean Air será feminina, no Dia Internacional da Mulher, nesta segunda-feira (8). Durante o vôo, comandante, co-piloto e comissárias distribuirão rosas vermelhas à clientela.

Tremor ideológico
Lula só é solidário em terremoto de esquerda. Como assume no Chile um presidente de centro-direita, dá meia-volta e não vai à posse.

PODER SEM PUDOR

Uso do cachimbo

Os antecedentes justificavam o temor. A reeleição do então líder José Carlos Aleluia no PFL foi por voto secreto. Mas, muita gente lembrou o episódio da violação do painel do Senado, quando alguém da mesa percebeu que o deputado José Rocha, ligado ao falecido ACM, recolhia as cédulas, enquanto os vitoriosos comemoravam. Um deputado ligado a Aleluia agiu rápido, tomando-lhe as cédulas. O que o carlista queria com elas, é um mistério.

 

 

 

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