Política nacional 11/03/2010

“Às vezes, eu fico sabendo pelos jornais o que eu penso”.

José Serra, eterno pré-candidato tucano à Presidência, ao criticar a imprensa.

Multa eleitoral de Lula mofa há 2 anos no TSE
Faz dois anos em maio o julgamento de recurso do presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral contra multa de R$ 900 mil por propaganda eleitoral antecipada na campanha da reeleição, em 2006. O PSDB questionou a cartilha “Brasil, um país de todos”, de 1 milhão de exemplares distribuídos a eleitores. O então advogado de Lula, José Antônio Dias Toffoli, recorreu. Foram 4 pedidos de vista em dois anos.

O tempo passa
O ministro Arnaldo Versiani, indicado por Lula ao TSE, pediu vistas em maio de 2008. O relator, ministro José Delgado, já se aposentou.

Cobertor curto
A multa, no valor da publicação, supera o patrimônio de R$ 850 mil que Lula declarou à época, na Justiça Eleitoral.

Empatou
A tucanada anda borocoxô. É que enquanto José Serra hesita, uma pesquisa contratada pelo PSDB, já registra seu empate com Dilma.

Jogando a toalha
Os tucanos vivem o pesadelo que tanto temiam: a pesquisa do PSDB projeta que já em abril que Dilma estará na frente de Serra.

Licença ao STJ
Caso a Câmara do DF aprove o pedido do Superior Tribunal de Justiça para processar Arruda, o impeachment perderá sentido porque ele não vai mais reassumir o governo: será automaticamente afastado por 180 dias, segundo a Lei Orgânica do DF. Como processos em tramitação na Câmara têm prazos contados em dias úteis (art. 251 do Regimento Interno), restam pouco mais de 170 dias úteis de governo para Arruda.

Só o começo
O STJ quer processar Arruda por tentativa de suborno a testemunha e formação de quadrilha. Ainda não são denúncias da Caixa de Pandora.

Perguntar não faz greve
Com que cara o presidente Lula vai cumprimentar o herói e ex-preso político Nelson Mandela, na Copa da África do Sul, em 2010?

Fundo do poço
Uau, a Bancoop, ops, a Petrobras descobriu ontem “indícios” da maior reserva de pré-sal na bacia de Campos. Estava mais que na hora…

Vaccari desmentido…
O ex-diretor da Bancoop João Vaccari Neto culpou os cooperados e chamou de “desequilíbrio financeiro” o rombo de R$ 30 milhões nas contas da Cooperativa, que irrigou campanhas do PT. Mas auditorias que ele mesmo pediu, em poder da coluna, desmentem sua versão.

…pela própria auditoria
A empresa de auditoria da Terco Grant Thornton registrou em 2005 “falha internas” e “práticas inusuais” na Bancoop, assim como não pôde confrontar, em 2006, a “existência física dos itens registrados com o ativo da Bancoop”, na gestão de João Vaccari Neto.

O céu que nos protege
As duas promotoras que investigam em São Paulo o assassinato do prefeito petista Celso Daniel, e o que apura o escândalo da Bancoop, não têm seguranças. Contam, como dizem, com a “proteção divina”.

Presidente Peluso
Cezar Peluso, 67, será o primeiro ministro indicado por Lula a presidir o Supremo Tribunal Federal. Toma posse em 23 de abril. Os presidentes do STF pelos próximos onze anos foram nomeados na era Lula.

O homem certo
O diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, que vai substituir Henrique Meirelles na presidência a partir do dia 31, é técnico competente, tem cancha internacional e conhece todas as áreas do BC. Foi braço direito de Murilo Portugal, atual vice-presidente do FMI.

Meirelles réu
De saída do BC, Henrique Meirelles enfrenta novo processo no Supremo Tribunal Federal, desta vez por “crime contra a Ordem Tributária”. A ação é movida pelo Ministério Público Federal e chegou ao STF no dia 4.

Populismo diarréico
A frase Lula foi maquiada pelo Ministério da Propaganda, mas o que ele disse foi: “Deve existir um bandido ou outro aqui na Rocinha. Mas olhem aqueles prédios altos de Copacabana. Estão cheio de bandidos. Não é só aqui na Rocinha, não…” Depois foi a Copacabana passear.

Não deu certo
O presidente da Conab, Wagner Rossi, já sabe que não será ministro da Agricultura, como pretendia. Nem disputará as eleições: a prioridade é reeleger o filho Baleia Rossi (PMDB) deputado em São Paulo.

Pensando bem…
…greve de fome na ditadura dos outros é refresco.

PODER SEM PUDOR

Cartas no bolso

Luiz Carlos e Luiz Fernando Delazari, pai e filho, secretários do governo do Paraná, indicaram a aliada Maria Tereza Uile para voltar à procuradoria-geral de Justiça. Insinuaram que não ficariam nos cargos, se não fossem atendidos. Requião ouviu calado, viajou para a Europa, voltou, ficou dois dias em Curitiba, foi a Buenos Aires, voltou, ficou três dias no Estado, uma semana em Brasília. Entre uma escala e outra, nomeou outro. A um íntimo assessor perguntou, ontem: “eles já mandaram as cartas de demissão?”
Não mandaram.

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