Política nacional 20/03/2010

“Não estou negando”.

Governador José Serra, que pela 1ª vez quase admitiu ser candidato a presidente.

 Fornecedor negociou mansões para Dilma
Oempresário Benedito de Oliveira, dono da Gráfica Brasil, grande fornecedor do governo Lula, foi quem negociou os aluguéis de quatro mansões do Lago Sul, em Brasília, para o staff da campanha de Dilma Rousseff (PT). O governo contratou serviços à gráfica de “Bené” no valor de R$ 90 milhões em cinco anos. O aluguel, revelado nesta coluna, foi confirmado pela revista IstoÉ. “Bené” não quis comentar.

Interlocutores
O repórter Sérgio Pardellas, de IstoÉ, conversou com testemunhas e caseiros que confirmaram a movimentação do PT para alugar as casas.

Marcha-a-ré
Após o vazameto do aluguel das quatro mansões, o comando da campanha de Dilma recuou, temendo a repercussão negativa.

Desistência
A mansão de Dilma, à beira do lago, com píer e heliporto, foi ocupada pelo ex-embaixador americano Clifford Sobel. O negócio foi desfeito.

Você já sabia
A edição online da Folha atribuiu a uma colunista do jornal a revelação sobre a mansão de Dilma. Mas esta coluna publicou oito dias antes.

DF: ameaças…
O jornalista Donny Silva, que denunciou corrupção na Secretaria de Transportes do DF, chefiada por Gualter Tavares Neto, recebeu cartas com ameaças de morte, em que é aconselhado a “diminuir os ataques” para “poupar sua vida e sua carreira”. Por Sedex, recebeu fotos suas e de familiares seu pai, Maurílio Silva, ex-conselheiro do Tribunal de Contas, saindo de um depoimento no Ministério Público junto ao TC.

Caso de polícia
As ameaças atribuídas ao secretário Gualter Tavares Neto foram registradas em boletim de ocorrência da 11ª DP, em Brasília.

Dona Benta
A reforma do Palácio do Planalto inclui equipamentos novinhos para a copa e a cozinha, que a Presidência vai comprar por R$ 190 mil.

Roriz do PT
Agnelo Queiroz caiu na gargalhada quando ouviu que seu concorrente nas prévias do PT-DF, Geraldo Magela, é chamado de “Roriz do PT”.

Ministro Moreira
Entre os nomes cogitados para o Ministério das Comunicações está Moreira Franco, ex-governador do Rio de Janeiro, atual vice-presidente de Loterias da Caixa. O deputado Michel Temer (PMDB-SP) faz gosto.

Sem prova cabal
O repórter César Tralli, que fez a cobertura do caso Isabela Nardoni, disse ao programa “Entre Aspas”, da GloboNews, o que mais o intriga no caso: “não existe uma prova cabal” da culpa do casal Nardoni.

Ophir e o sigilo
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, vai a Lisboa entre os dias 22 e 24 para o I Congresso Internacional dos Advogados de Língua Portuguesa. Ele presidirá um painel sobre “Sigilo Profissional”.

OEA julga o Brasil…
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA julga o Brasil hoje, nos EUA, 28 anos após o brutal assassinato no Mato Grosso do posseiro Henrique José Trindade, que teve os olhos arrancados.

… por omissão
O crime prescreveu em 2006, sem julgamento de seis acusados. O procurador-geral do Estado, Dorgival Oliveira, vai propor indenização de R$ 90 mil à viúva e ao filho, ferido no crime. O Brasil deve aceitar o acordo para não entrar na lista de violadores dos Direitos Humanos.

Filhos do homem
Consta na internet que nervoso militante petista ligou do trabalho para saber notícias dos filhos e ouviu: “Estão todos bem: Lula brinca com o aviãozinho, o Petê mama quietinho, mas o Brasil está um cocô só”.

Sujou, tá novo
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) aponta um dado impressionante sobre a “ficha suja” do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: sua fortuna teria aumentado 66 vezes em cinco anos.

Era o que faltava
Bagunça pouca é bobagem: o Ministério do Planejamento informou que “houve problemas no processamento” e os servidores federais podem ser obrigados a refazer ou retificar declarações de Imposto de Renda.

‘Marvada’ imaginação
Podem apostar que ainda teremos a cachaça “Vírus da paz”. Pacificará línguas soltas.

PODER SEM PUDOR

Diplomacia do vexame

Diplomatas experientes atribuem à atitude omissa e medrosa do ministro Celso Amorim a desastrada visita de Lula ao Oriente Médio. O objetivo era audacioso: credenciar o presidente brasileiro como negociador de paz. Mas suas descortesias e ignorância acabaram gerando protestos e repulsa em Israel. Não poderia ser diferente. Ao visitar FHC no Planalto em 2002, como presidente eleito, Lula confessou a dúvida na escolha do ministro das Relações Exteriores:
– Estou entre o Celso Lafer (na época, o chanceler) e o Celso Amorim… – disse Lula, pedindo a opinião de FHC. O então presidente avisou: – Lafer fará o que for preciso, já o Amorim fará o que você mandar.
Lula escolheu Amorim. Deu no que deu.

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