Associação das Vítimas do Trânsito tenta concluir instalação burocrática

A futura Associação das Vítimas de Trânsito do Acre espera concluir dentro das próximas duas semanas o seu processo normativo de instalação como entidade. O grupo está se reunindo para fazer os ajustes finais no texto do estatuto e pretende efetuar a sua inscrição legal como associação até o final da semana que vem. Além disso, os planejadores da nova instituição estão montando uma prévia do quadro da diretoria (seis meses de 1ª gestão) e tentando achar um espaço físico para sediar as atividades do grupo (previamente acertado para funcionar numa sala da Catedral de Rio Branco).

Segundo o apicultor e massoterapeuta Roberto Santi, idea-lizador do projeto, o trabalho de implantação está sendo realizado aos poucos, no sentido de fazer com que a associação seja criada de modo bem organizado desde o começo. Assim, ele garante que a entidade cumprirá melhor os seus princípios básicos, começando com reuniões consistentes para discutir qual será o seu verdadeiro papel/contribuição ao Estado.

“A idéia é tornar o trânsito acreano mais seguro. Fazer com o que cidadão entenda que deve ser responsável diante do volante, pois é a vida dele e de outros que estão em risco nas ruas. Em 2008, o Acre teve 138 mortes causadas por este ‘caos’. No ano passado, foram 132. O que queremos agora é abaixar esta média para menos de 100 óbitos, como era há 3 ou 4 anos. Paralelo a isso, queremos amparar quem já foi vítima, orientá-las juridicamente, cobrar punição aos infratores e mobilizar igrejas, escolas e demais instituições sobre como podem contribuir nesta missão”, declarou.

Outro dever ao qual associa-ção se dedicará é a mediação das relações entre estas pessoas que já sofreram na pele as conseqüências de um acidente e os órgãos públicos responsáveis por promover o bem-estar no tráfego de veículos e pedestres. Para tal fim, Roberto Santi destaca que o grupo está procurando dialogar com representantes do Detran/AC e da Rbtrans. O propósito dos encontros é tentar achar soluções de como as duas autarquias podem, guiadas pela própria população, resolver problemas no trânsito.

A pré-entidade ainda não possui um número previsto de associados. Porém, de acordo com o que o idealizador pôde adiantar, já houve contatos de cerca de 20 a 30 pessoas que quiseram saber mais sobre a iniciativa. As reuniões para definir a diretoria provisória começaram desde ontem. Já o processo de instalação jurídica da associação deve ser finalizado com a sua divulgação no Diário Oficial do Estado.   

 Regimento interno
Outra difícil tarefa que os organizadores da nova Associa-ção das Vítimas de Trânsito estão tentando finalizar para os próximos dias é o texto do regimento interno. Conforme Roberto Santi, este documento definirá a estrutura organiza-cional na qual a entidade será gerenciada. “Isso inclui as nossas atividades, objetivos e diretrizes, o funcionamento, quem e como pode se associar, quem não pode (pessoas respondendo a processos por causar acidentes), como serão feitas as parcerias, os eventos, os materiais que serão usados para conscientização, entre outras coisas”, detalhou o italiano.

 

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