Justiça se prepara para julgar empresários denunciados no caso Abib

A Justiça acreana se prepara para julgar os empresá-rios Luiz Américo Figueiredo e Pedro Lustosa, denunciados pelo Ministério Público Estadual por suposto envolvimento na morte do médico Abib Cury, em 1997. Os réus, que chegaram a ser presos preventivamente em 2008, acompanham o processo em liberdade e têm colaborado com as investigações.
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A audiência para o interrogatório das testemunhas arroladas pelos acusados deve ocorrer entre os meses de maio e abril. As listas – incluindo empresários e até um ex-governador – já foram apresentadas, mas a definição da data depende de despacho da juíza Denise Castelo Bomfim, titular da 2ª Vara Criminal.

O processo que apura a morte de Abib Cury está em aberto desde 2006, mas Pedro e Luiz só passaram a figurar como réus na Ação Penal promovida pelo MPE, em 2008,  depois que o pistoleiro de aluguel Martini Martiniano de Oliveira – encontrado morto no presídio de segurança máxima do Acre no dia 7 abril de 2009 – os apontou como mandantes do crime.

Segundo o depoimento prestado pelo pistoleiro antes de morrer, a ordem inicial era retirar da casa do médico documentos que comprovaram a participação dos empresários num forte esquema de agiotagem. Os dois acusados teriam dívidas altíssimas com Abib Cury e estariam tendo dificuldade de manter os pagamentos.

De acordo Martini, o plano teve que ser mudado em virtude da vítima ter apresentado uma parada cardíaca no momento da invasão. A partir do contato com um dos empresários, ele declarou ter recebido a ordem para se livrar do corpo, que acabou carbonizado numa estrada próxima de Rio Branco.

Em audiência realizada em 22 de abril do ano passado, a viúva de Martini, Maria do Carmo Carlos Marinho, foi ouvida como informante do juízo a pedido do MPE. Ela disse que não conhecia os empresários e que nunca conversou com o marido sobre algum crime no Acre.

Já Genival da Silva, o Juruna -o único condenado no processo até agora, com pena fixada em 25 anos e oito meses de reclusão e 93 dias multa – informou na mesma audiência que Martini estava louco quando citou o nome dele. Disse ter tido apenas dois contados com ele. O primeiro foi para levar mercadoria de Martini até Porto Velho. Depois vendeu um terreno que foi pago com cheques de Abib Cury.

 

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