Mulher morre com suspeita de Gripe Suína; família leva caso ao MPE

Familiares da dona-de-casa Maria de Nazaré da Silva Medeiros, 34 anos, morta com suspeita da nova gripe (H1N1) no último domingo (7), informaram que vão acionar o Ministério Público Estadual (MPE) para esclarecer as circunstâncias em que a paciente morreu. A mãe, Arlete de Souza Medeiros, afirma estar convencida de que houve negligência no caso da filha e que vai até as últimas instâncias para provar.HIN1
Maria de Nazaré era casada com Valdenir Cardoso Gomes de Melo e mãe de três filhos – um menino de 9 anos e duas meninas de 12 e 13 anos. Era a típica mulher do lar, vivia para cuidar do marido e dos filhos. Até o dia 28 de fevereiro, um domingo, quando começou a apresentar febre e vômito, nunca havia necessitado buscar atendimento na rede pública de saúde.

Era tida pela família, como uma mulher forte, saudável. O primeiro atendimento aconteceu no Centro de Saúde Barral Y Barral, Estação Experimental, na quarta-feira (3). Depois de medicada apresentou melhora, mas por pouco tempo. Na sexta-feira (5), com muitas dores no corpo, febre alta e vômito, procurou ajuda no Pronto-Socorro de Rio Branco, onde foi medicada e mandada de volta para casa.

No sábado (6), para desespero da família, Maria de Nazará começou a apresentar sangue no vômito. A mãe chegou a colher uma mostra e levar para os médicos olharem. Retornou então ao Barral y Barral. “Não tinha médico e ela teve que ser atendida por um enfermeiro. Deram para ela onze bolsas de soro. O que nos revoltou é que lá não tinha sonda e ela urinou na roupa. Também não tinha balão de oxigênio”, denuncia Denise Medeiros, irmã da vítima.
Do Barral y Barral, Maria de Nazaré foi encaminhada ao Pronto-Socorro, aonde já chegou em estado grave. Para complicar a situação, não havia vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ela veio a falecer nas primeiras horas de domingo.

Apesar de o laudo médico apontar como causa morte insuficiência respiratória, a família a acredita que ela morreu de dengue hemorrágica e de H1NI. “Ficamos sabendo que no Barral y Barral havia três pacientes com suspeita da nova gripe. Eles ficaram misturados com a minha irmã que já estava com dengue. Isso é um absurdo”, protesta.
A partir da entrada do Ministério Público no caso, os familiares acreditam que a verdade vai aparecer e os responsáveis serão punidos.

Pascal Khalil diz que denúncia será apurada
O secretário municipal de Saúde, Pascal Khalil, disse que não foi informado sobre a morte da dona-de-casa Maria de Nazaré, mas afirmou que todo procedimento está registrado no prontuário da paciente. Ele lamentou a morte, afirmando que a intenção do município é garantir um atendimento de qualidade para a população.

“Não fui informado dessa morte. Mas todos os procedimentos adotados pelas equipes estão no prontuário. Temos mesmo um problema com a falta de médicos. Muitos faltam sem nem mesmo avisar e isso tem trazido muitas complicações. Estamos trabalhando para garantir um atendimento de qualidade à nossa população”, afirmou.

Pascal lembrou que a demanda tem sido grande e que os casos mais simples podem ser tratados nos módulos de Saúde, evitando assim, um grande acúmulo de pacientes nas UPAs, Pronto-Socorro e Barral y Barral.

Ele garantiu que há um esforço da prefeitura para garantir um atendimento de qualidade aos pacientes. “Já pedimos médicos do Estado e estamos buscando várias alternativas para evitar que as pessoas fiquem muito tempo esperando. Algumas coisas são difíceis, mas estamos trabalhando duro para melhorar”, afirmou. (Agência Agazeta.net)

 

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