Prefeitos do Vale do Acre discutem funcionamento da Ceasa com Angelim e Tião

Prefeitos dos municípios de Senador Guiomard, Plácido de Castro, Bujari, Porto Acre e Capixaba estiveram reunidos na manhã de ontem com o prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim e a direção da Central de Comercialização e Abastecimento de Rio Branco (Ceasa) para conhecer melhor o funcionamento do espaço e dar início às parceria com os municípios no processo de venda no atacado da produção rural do entorno de Rio Branco.Angelin-tiao
O senador Tião Viana, um dos principais responsáveis pela liberação dos recursos no Ministério da Agricultura para rea-lização da obra também participou da reunião e se disse animado com a  perspectiva de incremento da economia rural do Estado com a implantação da Ceasa Rio Branco.

Durante toda a manhã, os prefeitos ouviram os relatos dos técnicos que atuam na implantação da Ceasa Rio Branco sobre seu funcionamento, possibilidades de negócios, ampliação da cadeia produtiva e como seus municípios podem ser beneficiados com a comercialização dos produtos hortifrutigranjeiros através da unidade.

Acompanhados de assessores e secretários das áreas de produção e agricultura familiar, os prefeitos dos cinco municípios saíram animados da reunião. Segundo Paulo Almeida de Plácido de Castro disse que seu município tem muito como colaborar no processo de crescimento da Ceasa.

O prefeito de Capixaba Joais Santos também elogiou o investimento e disse que o seu município, que tem forte produção de cereais e abacaxi, já participa do negócio, pois muitos produtores vendem para o mercado de Rio Branco.

“Após todas essas explicações sobre o funcionamento do sistema, fica mais fácil entendermos o processo e, a partir destas informações, vamos reunir com os produtores da nossa região para fortalecer o trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura de Rio Branco”, disse Santos.

Outro entusiasmado com o projeto é o prefeito do Bujari, João Teles, o Padeiro. Segundo ele, seu município tem grande produção de farinha de mandioca e de peixe, produtos que precisam de mercado e que agora têm uma boa possibilidade de vendas com a implantação da Ceasa.

“Somente em um ramal retiramos recentemente 120 toneladas/ de farinha. Calculando-se que cada saco de farinha custa R$ 60, tem uma noção do nosso potencial. Além disso, temos o peixe. Hoje temos uma produção anual de 700 toneladas e precisamos de mercado. A Cea-sa chegou na hora certa para nós”, disse Padeiro.

Angelim fala da importância do espaço para comercialização atacadista
O prefeito Raimundo Angelim fez questão de destacar aos cinco prefeitos reunidos no auditório da Ceasa ontem a importância do bom funcionamento da Ceasa para o fortalecimento da economia regional. Ele lembrou que foram investidos na obra mais de R$ 7 milhões oriundos de parceria com Ministério da Agricultura e viabilizados a partir do apoio do senador Tião Viana e recursos da própria prefeitura.

Também informou que boa parte comerciantes do setor do entorno do mercado Elias Mansour, integrantes de cooperativas e do mercado informal, além de produtores rurais,  já estão trabalhando no local e que os demais espaços a serem ocupados por um restaurante, farmácia, área de agropecuária e oito boxes que não foram ocupados por empresários locais estão sendo licitados para interessados de todo o país.

“Nós não temos pressa em inaugurarmos a Ceasa. Temos pressa em fazermos com que o empreendimento funcione. Para isso contratamos um dos melhores técnicos deste país, o consultor Ivens Mourão para nos assessorar. Além disso, temos uma excelente equipe trabalhando diariamente aqui e já nos primeiros dias podemos ver os bons resultados deste trabalho iniciado há dois anos”, disse Angelim, lembrando que a Ceasa deve ter vida própria mas, até lá a prefeitura vai garantir todas as condições  para o seu bom funcionamento.

A fala de Angelim foi sucedida por uma explanação do consultor Ivens Mourão sobre a história da Ceasa no Brasil, seu funcionamento e os aspectos técnicos e econômicos do empreendimento que, no futuro, beneficiará não só Rio Branco, como os demais 21 municípios do Estado. (Ascom PMRB)

 

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