Um voto de confiança para Marina

Marina Silva me fisgou. Foi assim de repente feito amor que nasce sozinho no coração da gente sem se anunciar. O encantamento veio após assistir uma entrevista da senadora no programa Show da Gente (SBT) especial para comemorar o Dia da Mulher.

Por cerca de uma hora de programa, ela afastou o estigma da “coitadinha”, falou da sua infância pobre no seringal – é claro – mas acima de tudo demonstrou valores éticos e morais essenciais àqueles que se candidatam a conduzir os destinos de uma nação.

Quando só então me dei conta de que não conhecia, mas pensava que conhecia a minha conter-rânea. Aliás, esse será o grande trunfo de Marina nestas eleições, dada a sua capacidade de “impactar” as pessoas. Duvida? Eu também duvidava e mudei de opinião depois de ficar frente-frente com ela em um programa de entretenimento. Imagine a força desta mulher numa superprodução em horário eleitoral.

Conforme dados da última pesquisa Datafolha, de fevereiro, 44% dos entrevistados não conhecem Marina. Entre os 56% que sabem quem ela é, 30% a conhecem “só de ouvir falar” e 19% “só conhecem um pouco”.

O melhor desempenho de Marina é entre o eleitorado com curso superior (13% das intenções de voto) e o que recebe de cinco a dez salários mínimos (11%).

Os piores índices são justamente entre os eleitores com ensino fundamental (7%) e rendimentos de até dois salários mínimos (8%).

Indicadores a parte, o certo é que Marina despertou mais que a minha consciência, ela tocou a minha alma. Acredito na força desta mulher, que com certeza tem um grande propósito na vida não só de nós acreanos, mas de toda a humanidade.

Como acredito nas pessoas e não nas siglas partidárias não vejo problema algum em declarar o meu voto de confiança a esta mulher publicamente.

*Dulcinéia Azevedo é jornalista e escreve às terças-feiras nesta coluna. E-mail: [email protected]

 

 

 

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