Alô!?

“Para sua maior segurança, a ligação será gravada. Aguarde, estamos transferindo para um de nossos aten-dentes”, afirma uma gravação mecânica no outro lado da ligação que faço para uma prestadora de serviço de telefonia móvel. O número do meu celular é 9984-**59, pois prefiro não falar qual é, afinal é só você conversar com clientes de qualquer prestadora que a reclamação para ser atendido em quase todas é generalizada.

O desabafo deste artigo acontece porque por três vezes liguei para ser atendido, porém a vitória – deles é claro – ou a bateria que descarregou, acabou impedindo que tivesse qualquer atendimento. Fosse ele de qualidade ou apenas uma embromação até você, cliente, desistir.

Você, leitor, pode muito bem estar se identificando com essas breves linhas. A primeira ligação que fiz foi o tempo certo de uma passagem do quadro e meio do Globo Esporte, porém tenho que afirmar não ter cro-nometrado. Na segunda o tempo foi de 38 minutos, onde novamente não consegui ser atendido.

Desta vez fiz questão de colocar no viva voz para ter testemunhas. Como estava no trabalho, as testemunhas acabaram sendo dois companheiros de A GAZETA, que foram o chargista Dim e a editora Geisy Negreiros. Infelizmente lembrei que em outras ocasiões tentei entrar na Justiça por mal atendimento de grandes empresas somente para descobrir na sua morosidade, a ineficácia para os clientes.

Na terceira, e última tentativa, fiquei exatos 18 minutos, desistindo, pois as grandes empresas fazem questão de mostrar que pouco se interessam para fazer um bom atendimento. O Procon até conseguiu que algumas destas prestadoras abrissem filiais de atendimento, porém o que o órgão fiscalizador não se atentou é que mesmo você se encaminhe para elas, o atendente vai telefonar para a matriz e mandar o cliente ficar esperando. Adiantou alguma @$#$%%[email protected]? Não!

Estou decidido. Quando acabar o prazo de fidelidade, vou comprar um pré-pago de cada uma prestadora. O maior problema é que por estarmos praticamente no “fim do mundo”, como falava o saudoso Zé Leite, o acreano ficou acostumado a ser mal atendido e não reclamar. As grandes prestadoras se acostumaram a tratar de qualquer forma. E, infelizmente, a Justiça tem feito muito pouco para que isso se reverta.
 
Ramiro Marcelo é jornalista formado.
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