Lixo eletrônico

Já falei aqui neste espaço sobre o lixo eletrônico, aqueles incômodos spams que ocupam espaço na nossa caixa de email, trazem vírus e corrompem nosso computador. Hoje quero falar sobre o “outro” lixo eletrônico.

Os eletrônicos sem uso são também denominados de e-lixo e são os vilões da atualidade. São artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais se usa em casa que, descartados, podem poluir o meio ambiente.

Dia desses estava debatendo com alguns colegas sobre esse assunto e chegamos a conclusão que no Acre não temos onde descartar tanta tranqueira. Para minha surpresa, domingo passado, no Fantástico, foi exibida uma grande matéria sobre o assunto e nas grandes cidades também não existem locais adequados para o descarte desse tipo de lixo.

Os aparelhos eletrônicos são produzidos com substâncias nocivas, e uma vez descartados, de forma incorreta, em locais pouco apropriados como lixões e perto de lençóis freáticos tornam-se problemas ainda maiores.

Para se ter uma idéia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.

O Brasil produz 2,6Kg de lixo eletrônico por habitante, o equivalente a menos de 1% da produção mundial de resíduos do mundo, porém, a indústria eletrônica continua em expansão. Até 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país dobre e chegue a 100 milhões de unidades.
Aqui no Brasil são fabricados por ano 10 milhões de computadores, e quase nada está sendo reciclado. Só celulares e baterias que são fabricadas com componentes tóxicos, são 150 milhões!  

A vida moderna está cada vez mais veloz, e as novidades que antes demoravam para chegar ao Brasil, atualmente podem ser conhecidas em tempo real. Os lançamentos são mundiais e cada vez mais há novos produtos sendo oferecidos no mercado.

O que faremos com esse lixo? É preciso que as autoridades sanitárias se apressem em dar um destino ao e-lixo e nos orientem corretamente para que possamos agir de maneira a preservar o meio ambiente sem transformar nossas casas em depósitos de entulhos.

* Eliane Sinhasique é jornalista, radialista e publicitária
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