Política nacional 01/04/2010

“Agora a briga é outra”.

Geddel Vieira Lima (PMDB), sobre a disputa com Jaques Wagner (PT) na Bahia.

 DF: deputados querem um deles no governo
Embora divulguem a intenção de não eleger um deles para o governo do DF, na disputa indireta do dia 17, deputados distritais articulam a eleição do colega Aguinaldo de Jesus (PR), segundo informes da área de inteligência em poder da coluna. O último encontro do grupo, que pretende liberar “demandas represadas no governo Arruda”, ocorreu no apartamento no Sudoeste do ex-dirigente no Detran-DF Antonio Coelho.

 Articulador
Um dos articuladores desse grupo seria o ex-policial Marcelo Toledo, enrolado na Operação Caixa de Pandora por lavagem de dinheiro.

Coalizão
Participam das reuniões Cristiano Araújo e Benício Tavares, do PTB, Batista das Cooperativas e Ailton Gomes, além de Toledo e Coelho.

Nosso exército
A Petrobras mobilizou 105 advogados para defender diretores de uma subsidiária, condenados pelo Tribunal de Contas da União.

Amigo, procura-se
Maldade de ilustre tucano mineiro: “José Serra nem pode escolher o melhor amigo para ser vice; melhor amigo é coisa que ele nunca teve”.

OAB perde na indicação
A lista sêxtupla da Ordem dos Advogados do Brasil para indicação ao Quinto Constitucional foi recusada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio: só dois candidatos obtiveram o número mínimo de votos. Na lista tríplice venceram os procuradores do Ministério Público, Mônica Sardas, Laise Ellen e Paulo Rangel – ex-professor da advogada Adriana Anselmo, mulher do governador Sérgio Cabral (PMDB). 

Tudo de novo
A OAB-RJ deverá enviar nova lista sêxtupla com os dois advogados que obtiveram o número mínimo de votos dos desembargadores: 91, cada.

Reserva de mercado
A lista tríplice será enviada ao governador para a escolha dos novos desembargadores do TJ. Sem concurso público, mas por toda a vida.

Clima de terror
Um dirigente sindical descreve o clima na ECT: “temos trabalhadores desmotivados, mal pagos e amedrontados pelas ameaças da diretoria”.

Não é bem assim
Os jornalões estão dando como certa a indicação do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para o Senado, na chapa de Agnelo Queiroz (PT). Mas ele não será: vem bomba contra ele em uma revista semanal.

Quase sócio
O escândalo em Brasília gerou súbita queda nas vendas da marca de luxo Louis Vuitton. É que Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, era um cliente tão especial que a marca ia a Brasília para realizar desfiles para a família Barbosa, os maiores clientes da LV no Brasil.

O milagre da eleição
É “coincidência”? Os governos do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará discutem aprovar – se não já aprovaram – aumentos para os servidores públicos estaduais.

Mão única
O deputado Benedito de Lyra (PP-AL) dedica seu mandato a batalhar recursos para a prefeitura de Maceió. Conseguiu R$ 322 milhões, que fizeram do prefeito Cícero Almeida (PP) campeão de aprovação (91%). Mas na hora de receber o apoio do prefeito, ficou pendurado na brocha.

Jogo de empurra
Tucanos ilustres agora culpam a insistência do ex-ministro Eduardo Jorge pela decisão do ex-presidente FHC de receber Joaquim Roriz (PSC). Já o ex-governador do DF afirma que atendeu a convite.

A razão do apagão
Levantamento realizado pelo deputado distrital Chico Leite (PT) mostra que a Companhia Energética de Brasília deixou de investir, entre 2005 e 2009, R$ 343 milhões na distribuição de energia no DF.

Bicho muito doido
Lula está chamando urubu de “meu louro”, como dizia o saudoso Stanislaw Ponte Preta, responsabilizando “aves de mau agouro” pela “torcida” por apagão estilo FH. Que bicho apagou meio Brasil em 2009?

Cópia pirata
O Paraguai pirateou a idéia: nomeou o chanceler Héctor Lacognata para o conselho de Itaipu Binacional, fazendo par com Celso Amorim. Desde que não ganhe dois salários, segundo a chancelaria paraguaia, pode.

Pergunta de mentirinha
Não é sugestivo que a ministra Dilma “comece” a campanha hoje?

PODER SEM PUDOR

Conversa a três

O tucano gaúcho Adroal-do Streck era deputado, no início dos anos 90, e, num telefonema, confessava o seu desencanto com o monopólio estatal das telecomunicações: “Comprei uma linha telefônica há dois anos e ainda não foi instalada!”. Uma mulher entrou na conversa, em linha cruzada:
– Sou ouvinte do teu programa e concordo: devemos extirpar o monopólio!
Para não perder a chance de agradar a eleitora, Streck ponderou:
– Devemos convir que nem tudo que é ruim deve ser extirpado. Afinal, se não fossem as falhas do sistema, não teríamos esta conversa a três!

 

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