Política nacional 07/04/2010

“Continuo intolerante ao mau-caratismo, à mentira, à deslealdade”.

Novo governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), após assumir o cargo.

Yeda manda a ‘técnica’ Dilma reassumir o cargo
Acandidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, terá de reassumir a função de técnica da Fundação de
 Economia e Estatística Siegrefried Emanuel Heuser (FEE), do governo do Rio Grande do Sul, sob pena até de demissão por abandono de emprego. Há anos Dilma estava à disposição do Governo Federal, “com ônus” para o governo gaúcho, mas a governadora tucana Yeda Crusius revogou a cessão.

Assim não pode
Dilma Rousseff tem fama de “Caxias”, mas em sua ficha funcional já constam três faltas ao trabalho: ela deveria ter reassumido no dia 1º.

Demissão iminente
Como não se cogita que Dilma Rousseff abandone a campanha para voltar ao emprego em Porto Alegre, espera-se que ela se demita.

Novo desafio
O ex-ministro de Infraestrutura, João Santana, assumiu a presidência da Constran, importante grupo de obras e transportes do país.

Prece em vão
Suspeito de irregularidades e com rombo de R$ 630 milhões, o fundo Prece, da Cedae (RJ), teve as contas aprovadas pelos conselheiros.

Deputado ‘tabelião’
É mesmo ligado a cartó-rios o deputado Alex Canziani (PTB-PR), autor do projeto que altera a Lei da Arbitragem, criando malandramente outra reserva de mercado para o setor. Em carta a esta coluna, o sofista negou ser “tabelião”, mas omitiu o detalhe de que sua mulher é tabeliã, só para comprovar que mentira tem pernas curtas. Ana Lúcia (“Lucy”) Canziani é titular do 2o Ofício de Registro de Imóveis de Londrina (PR).

Até o pescoço
Alex Canziani até foi eleito “diretor de política” da Anoreg, a associação de cartórios, e revela a profissão em seu site: “Registrador de Imóveis”.

Que vergonha…
Sempre legislando em favor dos cartórios, Alex Canziani defende o trem da alegria efetivando tabeliães sem concurso público.

Agora, Bricks
Para a consultoria americana RWN, faltam Coréia do Sul e Cingapura na sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia, China). Em inglês, vira Bricks.

Dito e feito
O ex-deputado Chico Vigilante (PT) não esquece a advertência que fez ao então governador eleito do DF José Roberto Arruda para não cair na tentação do mensalão: “Se fizer isso, você se acaba”. Não deu outra.

Intervenção no DF
A provável eleição de um deputado distrital, para governador do DF, fortaleceu tese da intervenção. O ex-deputado Sigmaringa Seixas lidera as preferências de quem de fato importa no governo: o presidente Lula.

Quem não chora…
O governador do Rio, Sergio Cabral, chorou suas mágoas no ombro de Lula, pedindo para impedir Dilma Rousseff de ir ao lançamento da candidatura do arquiinimigo Garotinho, sábado, ao governo do Estado.

Confissão de ‘Zero-um’
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, classificou ontem de “abaixo de zero” as condições da cidade para enfrentar chuvas. Deve ter ouvido, lá no fundo, a voz de sua consciência: “Então pede pra sair, zero-um!”

A moda pegou
Quem não tem scanner corporal, improvisa: a Infraero vai instalar equipamentos em aeroportos do Centro-Oeste para checar armas e explosivos em sapatos, meias e calças, mas só até a panturrilha.

Raciocínio tortuoso
Tarzia Medeiros, da Secretaria de Mulheres do PSOL, afirmou em artigo para o “Novo Partido Anticapitalista” francês que “políticos fascistas” brasileiros querem legalizar o aborto para diminuir a taxa de natalidade dos mais pobres e, assim, diminuir a criminalidade. Pirou?

O povo que se lixe
A PM-DF voltou a fazer concessão à baderna: isolou grande extensão da Esplanada dos Ministérios, ontem, para que policiais e bombeiros se manifestassem pelo seu piso salarial, provocando o caos no trânsito.

Recorde
A frota de Brasília atingiu em maio de 2008 a marca de 1 milhão de veículos. Menos de dois anos depois, já aumentou mais de 15%. Toda população do DF pode ser conduzida nos bancos da frente dos carros.

Pensando bem…
…o Rio vive há dois dias a Olimpíada da Chuva.

PODER SEM PUDOR

Lustre general

Getúlio Vargas demitiu o interventor que nomeara na Bahia, o general Pinto Aleixo, alvo de insinuações da oposição sobre o seu suposto apego aos bens públicos. Afastado, Aleixo mandou para o porto vários volumes da sua mudança, e lá estava a oposição dizendo que era móveis do palácio e até um lustre centenário. Encarregado de avisar quando o general embarcasse para o Rio, um funcionário baiano sapecou um trocadilho, no telegrama:
– Segue general e lustre.

 

 

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