Política nacional 08/04/2010

“Vamos deixar o projeto, vamos deixar tudo pronto”.

Candidata Dilma Rousseff, sobre o PAC 2, após deixar pronto apenas 44% do ‘PAC 1’.

PP flerta com Serra para Dornelles ser o vice
Acampanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) pode sofrer um importante revés: setores do Partido Progressista (PP), que integra a chamada “base de apoio” do governo Lula no Congresso, articulam secretamente uma aliança com o candidato do PSDB, José Serra. A base do apoio seria o convite para o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) ser oficializado como candidato a vice-presidente, na chapa tucana.

Tudo se encaixa
Para os articuladores da aliança PSDB-PP, o DEM aceita Francisco Dornelles como vice, o que satisfaz Aécio Neves, sobrinho do senador.

Sujos de ovo
A votação do projeto “Ficha Limpa” na Câmara dos Deputados foi adiado para maio, talvez para lembrar que todo deputado tem mãe.

Tropa do dilúvio
Como a “tropa de elite” do governo e prefeitura do Rio não apareceu, restou à população “pedir para sair” do “mar” da lama e dos escombros.

Intriga chinesa
O veneno é do jornal chinês Global Times: o Japão investirá bilhões em usina geotérmica na Bolívia para minar a influência do Brasil no país.

Administradora acusada…
O fundo de pensão Fusan, da Sanepar, estatal de saneamento do Paraná, contratou a mesma administradora de bens do Prece, o fundo da estatal Ceade , do Rio de Janeiro: Infinity Asset Management, que se chamava “Quality”, na época da CPI dos Fundos de Pensão. Foi inclusive citada no relatório final. Aposentados de hoje e de amanhã se queixam de pre-juízos pela baixa remuneração do dinheiro deles.

A vingança
Os aloprados adoraram: Osmar Serraglio (PMDB-PR), o relator da CPI dos Correios, tinha assessor acumulando cargos ilegalmente.

‘Trem bão’
A língua aloprada do PT ela domina bem. Após plástica, e pregar um sorriso cheio de dentes, Dilma, mineira, agora aprende “mineirês”, uai.

‘Lulalém’
Com o fiasco da médium Adelaide Scritori, que faz chover e estiar, Lula incorporou o cacique Cobra Coral: garantiu bom tempo nas Olimpíadas.

Primo pobre
Os “colegas” do aloprado Valdebran Padilha, no dossiê contra tucanos em 2006, estão livres e alguns ricos, mas, expulso do PT, ele foi preso pela PF ontem, acusado de fraude de R$ 51 milhões em Mato Grosso.

Negociatas
O ex-presidente do Tribunal de Contas Paulo Cesar Ávila desistiu de disputar o governo-tampão do DF com nojo das negociatas. Anrã. Ele se filiou ao PSC de Joaquim Roriz após se aposentar, recentemente.

Flanelinhas S/A
Para quem acha flanelinhas uns coitados, a Inteligência da Secretaria de Segurança do DF descobriu que além dos vinculados ao tráfico de drogas em Brasília, alguns alugam “pontos de vigiar carros” por até R$ 12 mil ao mês. Há indí-cios de monopólio por bandidos organizados.

Cautela
Jornalista da velha guarda, o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento Industrial) liga diretamente para repórteres quando quer dar uma entrevista. Detalhe: usa apenas telefone fixo. Tem horror a celular.

Matou aula
Em carta a dois mil gestores públicos, a secretária de Educação do DF, Eunice Santos, critica o factóide do ministro Jorge Hage (CGU) sobre desvios de recursos da União. Mas o texto dela maltrata a gramática.

Não fogem à luta
Ao contrário dos governantes nos últimos 40 anos, o Rio e a “muy heróica e bela cidade” mostrou quem são seus verdadeiros heróis: bombeiros e anônimos que improvisaram ajuda em meio ao caos.

Trabalho suspenso
O secretário de Planejamento, Mateus Bandeira, informa que a ex-ministra Dilma Rousseff pediu a suspensão do seu contrato com o governo gaú-cho. Ou seja, a governadora tucana Yeda Crusius nem precisava constranger Dilma, revogando sua cessão ao governo Lula.

Parece castigo
Alvo de sindicância de suposto assédio moral a funcionários, um deles gay, no consulado em Toronto, o embaixador Américo Fontenelle é o novo cônsul-geral em Sidney (Austrália), cidade “gay friendly”.

Pensando bem…
…se não começar hoje a reestruturação geral da cidade, o Rio deverá mudar de nome para “Oceano de Janeiro”.

Praça da alegria

Em matéria de humor, o ex-ministro Antonio Palocci, da Fazenda, poderia fazer dupla com o presidente Lula. Estava saidinho que só ele. Dois repórteres o abordaram, certa vez, num estacionamento, após evento oficial:
– Ministro, ministro, só uma perguntinha…
– Uma perguntinha, tudo bem. O problema é a respostinha.
Saiu sem dizer nada.

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