Política nacional 11/04/2010

“É assustadora e incompatível com a responsabilidade do cargo”.

Presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, sobre as críticas de Lula ao Judiciário.

ECT sabia da queda de qualidade dos serviços
Adiretoria dos Correios e Telégrafos sabia da queda na qualidade de serviços como Sedex, Sedex-10 e PAC, apesar dos relatos ufanistas do seu presidente, Carlos Henrique Custódio. Comunicado do diretor de Operações, Marco Antonio Oliveira, de 23 de fevereiro, em poder da coluna, relata um segundo semestre de 2009 “marcado por forte degradação da qualidade operacional do serviço de encomendas”.

 Eles sabiam
Antes do comunicado, a Diretoria de Operações já havia enviado onze avisos à Diretoria Colegiada sobre os péssimos serviços da ECT.

Não é só transporte
Segundo documento da Diretoria Operacional da ECT, “variáveis além do transporte contribuíram para a redução da qualidade do serviço”.

Queda brusca
Os Correios já sabiam que entre julho e dezembro a distribuição interestadual de Sedex e e-Sedex caiu de 92,13% para 69,24%.

Ladeira abaixo
A má qualidade dos serviços refletiu na queda de encomendas na ordem de 6%, segundo dados dos próprios Correios e Telégrafos.

Ministro italiano cobra…
Imbróglio diplomático para Lula (mais um): na próxima semana, chega ao Brasil o ministro da Justiça da Itália, Angelino Alfano. Ele vem para um congresso sobre cooperação internacional em Salvador, mas marcou reunião em Brasília para tentar compreender por que o governo brasileiro não decide sobre a extradição do cruel terrorista Cesare Battisti, condenado duas vezes à prisão perpétua em seu país.

Bandido comum
Criminoso comum na Itália, acusado por assalto e até estupro, Battisti foi recrutado na cadeia por terroristas de esquerda para ser “matador”.

Criminoso sádico
Transformado em terrorista, Cesare Battisti assassinou quatro pessoas e gargalhava diante de vítimas ensangüentadas, segundo testemunhas.

Filminho chinfrim
O filme “Lula, o Filho do Brasil” é fracasso de público até nas sessões com entrada franca no cineclube do Sindicato dos Bancários do DF.

Ou dá ou desce
Sem espaço político junto ao governador pernambucano Eduardo Campos, o secretário Fernando Bezerra Coelho quer ser ministro de Lula ou presidente da Codevasf. Ou poderá apoiar o amigo José Serra.

A ficha não cai
O governo do DF vai licenciar mais quinhentos taxistas. O edital exige que todos eles tenham ficha-limpa para transportar suas excelências, os fichas-sujas, nas avenidas da bela Capital.

Apoio póstumo
Candidato a presidente no colégio eleitoral com José Sarney, em 1984, o então governador Tancredo Neves dizia esperar o apoio do PT e do PDT à sua campanha. Recebeu resposta apenas na semana passada, no túmulo, com as flores de Dilma Rousseff, ex-PDT e atual PT.

Herança maldita
Passou despercebida uma (outra) gafe da presidenciável petista Dilma Rousseff. Há dias, chamou de “guerra fratricida entre irmãos” a briga dos governadores pelos royalties do pré-sal que ainda é só “pré-visão”.

‘Spam’ da Dilma
O PT começa a encher a caixa-postal dos internautas, à cata de “novos militantes”. Só não diz que é para a campanha de Dilma Rousseff, o critério, nem o nome da empresa que fornece o cadastro dos nomes.

Ciro pode ter Dia D…
Cada dia mais queixoso de Lula, o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) tenta aparentar firmeza na candidatura à Presidência, mas o alto tucanato deve se reunir neste final de semana para discutir outra possibilidade.

…com os tucanos
O tema da reunião do PSDB é a eventual adesão do “paulistense” Ciro Gomes, apesar do declarado horror do deputado a tucanos em geral. Será oferecida a ele a candidatura ao Senado, apoiando o PSDB.

O Estado nada
A proposta para ajudar áreas atingidas por enchentes, do deputado Sabino (PSC-RJ), estabelece repasse imediato de verba federal a municí-pios que declarem calamidade ou emergência por enchentes. O governo estadual definirá e viabilizará os projetos, com os municípios.

Sinistro
“Minha casa, minha vida”, é o que clamam os desabrigados no Rio.

PODER SEM PUDOR

Bateu, levou

Em geral cuidadoso quando abre a boca, Pedro Malan presidia o Banco Central, no governo Itamar Franco, e foi a Londres proferir palestra para um grupo de investidores. Disse, então, que Fernando Henrique Cardoso deixara a contragosto a “boa vida” de ministro das Relações Exteriores para virar ministro da Fazenda. Arrancou risos da platéia. Presente, o embaixador do Brasil, Rubens Barbosa, pediu a palavra e deu o troco:
– Você não imagina como é difícil explicar aqui fora o que vocês fazem lá no Brasil…

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