Política nacional 18/04/2010

“A Procuradoria sugere que se restrinja a pauta”.

Parecer da PGR, sobre a intervenção na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Temendo extinção, deputados racham o DEM
Deputados do DEM, entre os quais Onyx Lorenzoni (RS), Alberto Fraga (DF) e Ronaldo Caiado (GO), articulam um movimento para renovar a direção do partido. O grupo pretende destronar os veteranos, como o ex-senador Jorge Bornhausen, que continuam mandando mesmo após sua presidência ter sido entregue ao jovem deputado Rodrigo Maia (RJ). O grupo concluiu que o DEM deve se renovar ou desaparecerá.

Em baixa
Adesivo que circula nos pára-brisas no Rio, em letras garrafais: “Fora, Cabral”. Não é referência a Pedro Álvares, com certeza.

O retorno
Praticamente empatados nas pesquisas, os alagoanos Heloisa Helena (PSOL) e Renan Calheiros (PMDB) podem voltar ao Senado, em 2011.

El cara
ONGs gays do Brasil estão en-can-ta-das com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, que apoia a criminalização da homofobia.

De mulher para mulher
A Secretaria Especial para Mulheres entra renovada na campanha da companheira Dilma: renovará sua rede de informática por R$ 492 mil.

Lula x juízes: ‘no limite da responsabilidade’
O presidente Lula disse que foi “mal interpretado”, mas a frase, semana passada, sugerindo insubordinação aos juízes, “raspou” no crime de responsabilidade, segundo os artigos 85 e 86  da Constituição, que prevê impeachment no caso de “opor-se diretamente e por fatos ao livre exercício do Poder Judiciário”. Quase esbarrou também no “cumprimento das leis e decisões judiciais”, ironizando multas do TSE.

Ah, sim
Lula recuou dizendo que criticou “os partidos políticos” e não “o juiz que a cada eleição diga o que a gente pode ou não pode fazer”.

Por um triz
Para muitos juízes, revoltados, a frase foi “uma opinião”, mas qualquer cidadão poderia representar contra Lula na Câmara dos Deputados.

Só em 2011
O setor pecuarista de Rondônia vai solicitar, apenas em 2011, ao Ministério da Agricultura o status de área livre de febre aftosa.

Em cima do muro
O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, não confirma nem nega que os caças Rafale têm a preferência do governo, como garantiu o ministro Nelson Jobim (Defesa) na Câmara, dia 7. A opção técnica da FAB é secreta, e pode ficar entre o F-18 americano e o sueco Gripen.

Campanha de pulso
Depois da “pulseira do sexo”, a coluna sugere aos fashionistas a criação da “pulseira ficha-suja”, um brinde do eleitor à espera das longínquas algemas. Rosa, caixa2; amarela, peculato; azul, fraude; lilás, formação de quadrilha, e preta, homicídio.

Aviso prévio
Em liberdade após dois meses preso, ex-governador José Roberto Arruda não está muito satisfeito com sua defesa. Acha que poderia ter sido solto antes. Procura sugestões de escritórios de advocacia.

Na batalha
Chamado de “engavetador-geral da República” no governo FHC, Geraldo Brindeiro, 61, continua no batente atuando como procurador. Pode ficar na ativa até 2018, ao completar a idade-limite de 70 anos.

Troça mineira
Placa em um bar em Bichinho, perto de São João del Rei (MG), pergunta à freguesia: “O que é que coaxa e tem o rei na barriga?” A resposta na placa está de cabeça para baixo: “Sapo barbudo”.

Nem morto
O jornal britânico Daily Telegraph destaca o caso de uma jovem da Croácia, que despertou do coma de 24h falando alemão fluente, em lições de iniciante pela TV. Tem candidato nestas eleições que, vivíssimo, ainda não fala sequer o português.

Novo vespeiro
Após a denúncia de que o escritório da mulher do governador do Rio, Sérgio Cabral, advoga para o metrô, vem aí nova encrenca: contratar “em casos excepcionais” advogados particulares em causas do Estado.

Queda livre
Primeira faculdade privada de Brasília, a UDF parece perder qualidade, depois de ser vendida a um grupo paulista. No mais recente exame da Ordem, da OAB, caiu do primeiro para terceiro lugar em aprovação.

Pensando bem…
… a guerrilha da candidata Dilma agora é com as palavras.

PODER SEM PUDOR

Votos à distância

Como prometeu, Joaquim Francisco concluiu em 1994 o mandato de governador de Pernambuco, sem se candidatar a qualquer cargo. Preferiu aceitar uma assessoria no Banco Mundial, em Washington. Seu pai, José Francisco, político à antiga, não conseguia compreender o que Joaquim faria num lugar tão distante, logo ele, que ganhava a vida fazendo política:
– Meu filho, lá nessa tal de Washington tem voto?

 

 

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