Política nacional 25/04/2010

“Lula está navegando na maionese”.

Deputado Ciro Gomes (PSB-CE), sobre a atuação do presidente na campanha do PT.

Políticos ainda tentam vender facilidades no DF
Corruptos beijam cobra na boca: apesar do estado de alerta provocado pelos escândalos recentes, políticos de Brasília tentam intermediar a liberação de “restos a pagar” de 2009, no valor de R$ 33 milhões, em contratos do governo do DF para direcionar pacientes da rede pública às UTIs de hospitais particulares. A movimentação, detectada pela área de Inteligência, já foi comunicada ao novo governador Rogério Rosso.

Ops, falhou
A liberação de “restos a pagar” na área de saúde havia sido combinada em gestão anterior, mas um novo governo do DF zerou as negociatas.

Garganta profunda
Informe da área de Inteligência, a que esta coluna teve acesso, diz – sem citar nomes – que há deputado exigindo comissões de R$ 700 mil.

Sorria para a câmera
Donos de hospitais não comentam o assédio e juram que não darão trela a deputados pilantras. A não ser com a câmera de vídeo à mão.

Maciel, o retorno
A prioridade é o mineiro Aécio Neves, mas no comando tucano já se fala no senador Marco Maciel (DEM-PE) como vice de José Serra.

Ruim de serviço
Lula não foi a eventos dos 50 anos de Brasília para não colar sua imagem à de Juscelino Kubitschek. Deve ser porque ele detesta comparações com ex-governantes que constroem, e rápido. JK levou três anos para construir Brasília, incluindo ruas, avenidas, áreas residenciais, comerciais, monumentos e palácios. Já o presidente Lula levará quase o mesmo tempo apenas reformar o Palácio do Planalto.

Nem ‘papagaio’ é
O serpentário do Itamaraty se refere ao chanceler Celso Amorim, sempre por trás dos ombros de Lula, como “Periquito de Pirata”.

Café garantido
Alguém não acredita que o governo Lula está a 222 dias para terminar: o garçom do Palácio do Planalto insiste em servir cafezinho quente.

Molusco babão
Circula na internet a diferença entre PMDB e caramujo: nenhuma. Têm chifres, babam, vivem se arrastando e ainda acham que a casa é sua.

Noites insones
O escândalo da Alstom chegará a Brasília, em razão da obra bilionária do veículo leve sobre trilhos (VLT), no Metrô-DF. Executivos da gigante francesa confessaram haver pago propinas a políticos ligados aos governos tucanos de Mário Covas e Geraldo Alckimin, em São Paulo.

Ele reza pelo Senado
O ex-deputado Júnior Brunelli (PR), aquele que aparece em vídeo abraçadinho a Durval Barbosa, na oração aos deuses da pilantragem, e que renunciou para não ser cassado, quer ser candidato a senador.

Tuiteiros
Dilma Rousseff já reúne 35 mil seguidores no Twitter, que na verdade é escrita por outra pessoa, seu assessor Marcelo Branco. Mas o número de seguidores é seis vezes menor que o do rival José Serra (PSDB).

Briga catarinense
Em Santa Catarina, a novidade na disputa para o Senado é o ex-governador Paulo Afonso, que briga com o ex-governador Luiz Henrique, muito mal nas pesquisas, pela candidatura do PMDB.

Dupla dinâmica
O delegado Antonio Coelho, que disputa as chefias da Polícia Civil e do Detran-DF ao mesmo tempo, tem sido visto com o ex-deputado José Edmar, fiel escudeiro do ex-governador Wilson Lima, até em encontros na Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública, onde ele bate ponto.

Sinal carismático
O Sistema Canção Nova, do movimento Renovação Carismática, será cabeça de rede, em Brasília, das transmissões da Assembleia Nacional dos Bispos, dias 4 e 5 de maio e do Congresso Eucarístico Nacional.

Retorno à Casa
Especialista em Saúde, o ex-deputado Ney Lopes vai à Câmara dos Deputados para falar sobre medicamentos contra a Aids. Ele também vai defender a implantação de um pólo de pesquisa de biotecnologia em Macaíba (RN), para explorar espécies da Mata Atlântica.

Tal e qual
A barba do ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, tem um simbolismo especial: segundo amigos, ele seria velho admirador da longa barba do falecido deputado Gastone Righi (PTB-SP).

Poste por poste…
Se Dilma Rousseff procurou d. Marisa Letícia para se aconselhar sobre a campanha, porque Lula não lançou logo sua mulher como candidata?

PODER SEM PUDOR

Já vai tarde

Baixo clero sofre. O deputado Edmar Moreira (PL-MG), que mais tarde virou o “deputado do castelo”, queria cancelar a sessão da CPI do Banestado, em 2004, quando o esperto ex-prefeito Celso Pitta apareceu com um habeas corpus preventivo, assegurando-lhe o direito de não abrir o bico. O deputado até ameaçou ir embora, mas reconheceu:
– Pode ser quer ninguém perceba minha ausência, mas quero ficar com consciência tranqüila…
Ninguém deu a mínima.

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