Política nacional 27/04/2010

“Eu vou espernear até terça-feira”.

Ciro Gomes (CE), que decide hoje com o PSB sobre sua candidatura a presidente.

Para Lula, Ciro destruiu suas próprias chances
Opresidente Lula lamentou, mas não muito, o desfecho melancólico do projeto presidencial de Ciro Gomes (PSB). Ele lembrou a um senador que Ciro “apostou em quatro cenários” e todos deram errado. Primeiro, apostou que Dilma Rousseff não se viabilizaria, até por razões de saúde; depois, quis ser o vice dela, tentando desqualificar o PMDB. Flertou com Aécio Neves, para ser vice, e ainda tentou “vôo solo”.

Outro fiasco
Lula não menciona, mas ele fez Ciro Gomes se lançar candidato ao governo de São Paulo. Mas o deputado também sepultou o projeto.

Pergunta num take
Será que Dilma Rousseff, que se passou por Norma Bengell em seu site de campanha, também trabalhou em “Os Cafajestes”?

Hasta la victoria
Suspeita-se que até o companheiro Fidel Castro, o Mr. Gaga de Cuba, ao citar “Sierra Maestra”, faz campanha subliminar para o adversário.

Corte nos gastos
O governo do Distrito Federal tem quase 9 mil “cargos de confiança” que não foram preenchidos no governo Arruda. Serão extintos.

Petrobras pune…
Existe algo mais além dos arrebites de carreira na relação da Petrobras com as empreiteiras, tradicional doadoras de campanhas eleitorais: há dias, suspendeu a Mendes Júnior e contratos pelos próximos seis meses. Um funcionário estaria desviando válvulas das plataformas da bacia de Campas, após ser expulso das dependências da estatal. Medida mais séria atingiu a Alusa, que foi suspensa por 200 dias.

Geladeira
Além da suspensão, a Alusa está impedida de trabalhar com a Transpetro, subsidiária da Petrobras, e com a engenharia da estatal.

Trem-fantasma
A Alusa também perdeu a produção de gás, e se deu mal na área de abastecimento. A Camargo Corrêa deve ser suspensa por 100 dias.

Sem comentários
A Petrobras informou que não vai comentar o assunto, e que as questões se referem a “relações contratuais com as empresas”.

Cinema Paradiso
Tem muita gente achando que foi lapso freudiano da campanha petista  colocar a foto da atriz Norma Bengell como se fora Dilma Rousseff, no site da candidata. Ambas são conhecidas pelo popular “humor de cão”.

Não é ela
Dilma enviará declarações gravadas para rádios, a partir desta terça. O aviso que ela mandou às emissoras é tão gentil e simpático, que outra vez ficou provado: não é ela quem escreve o que a candidata assina.

‘Menas gente’
Após tascar “cituação” no próprio twitter, o assessor que escreve por Dilma no twitter da candidata chamou ontem metrópoles de “metrópolis”. O nome dele é Marcelo Branco, mas até parece Lula.

Dança das cadeiras
O governador do DF, Rogério Rosso, deve nomear David de Matos em lugar de Jaime Alarcão, no cargo de secretário de Obras. Outro que deve rodar é o secretário de Transportes, Gualter Tavares, acusado de ameaçar empresários que denunciaram suposta maracutaia na área.

PF deve aos Correios
Mal das cartas, os Correios não divulgam a dívida dos clientes, mas confirma que a Polícia Federal do Amazonas e do Rio “descumprem contrato”. No Rio, até saldar o débito, a PF não pode usar os serviços.

É difícil
O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), confirmou pessoalmente ontem o que esta coluna revelou há um mês: R$ 10 milhões em equipamentos de saúde estão mofando em um depósito. O secretário de Saúde não conseguiu comprar “plaquinhas de patrimônio”.

Dinheiro é vendaval
O DNIT informou ontem que os R$ 28,1 milhões destinados a casas para sem-terra que invadiram uma faixa de domínio, na BR 448, “nada tem a ver” com o MST, mas com a prefeitura de Canoas (RS). Anrã.

Righi vive
O ex-deputado Gastone Righi (PTB-SP) está vivinho da silva, ao contrário do que esta coluna publicou, e dedicado a suas empresas, como a rádio Enseada FM em Santos. Pedimos desculpas pelo erro.

Relevância zero
Não é nada, não é nada, o encontro Brasil-Caribe, realizado ontem em Brasília, não é nada mesmo.

PODER SEM PUDOR
Saudoso e nos trinques

Rumo aos 90 anos, mas com corpinho de 70, Miguel Arraes ainda tinha dificuldades de entender por que o locutor que animava sua campanha para deputado federal, em 1989, sempre o anunciava assim:
– Atenção, o saudoso doutor Miguel Arraes acaba de chegaaaar!…
Ele achava a maior graça, nunca se queixou do locutor trapalhão.

 

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