Política nacional 29/04/2010

“Não está previsto sucessão a curto prazo na Venezuela”.

O venezuelano Hugo Chávez, que, apesar disso, não é chamado de ditador no Brasil.

Acordo PT-PMDB tira mensaleiros no palanque
Oacordo que PT e PMDB costuram em Brasília prevê a ex-clusão dos deputados distritais enrolados nos recentes escândalos do mensalão do DEM. Pelo acordo, a ser cumprido especialmente pelo PMDB, será negada legenda a políticos como a deputada Eurides Brito, líder do partido na Câmara Legislativa, que aparece em vídeo metendo maços de dinheiro na bolsa. O acerto objetiva neutralizar resistências no PT.

Lula no varejo
O acordo PT-PMDB é coor-denado pelo próprio Lula. Ele tem dito a petistas históricos locais que a vitória no DF “é questão de honra”.

Chapa forte
Como esta coluna antecipou, o candidato a governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), terá como vice o deputado Tadeu Filippelli (PMDB).

‘Plomessa’
Dilma afirmou a caminhoneiros que “o Brasil não pode voltar à época da roda presa”. Da língua presa, não avisou quando escaparemos.

Bem passados
Servidores têm aumento retroativo, mas são os aposentados que “vão arrombar o cofre” com reajuste de 7,7%, diz o governo Lula.

UnB: governo quer…
Professores e funcioná-rios emendaram férias com greve, impedindo o início do ano letivo na Universidade de Brasília, a pretexto de exigir o pagamento, considerado ilegal, do que chamam de “gratificação” – uma espécie de abono pontual, ordenado pela Justiça em 2006, que depois a UnB estendeu de forma indiscriminada. O governo apelou à Justiça para suspender o pagamento ilegal e obter a devolução do dinheiro.

Culpa do reitor
O Ministério do Planejamento verificou pagamento indevido ao pessoal na UnB durante uma auditoria à folha de pagamento, a pedido do reitor.

Garantia de ministro
Pode ser difícil obrigar o pessoal da UnB a devolver o que recebeu indevidamente, porém de boa-fé. Mas o pagamento não será retomado.

Indignação persiste
Faixa exposta no Eixão Sul, a maior avenida de Brasília, que corta a capital de Norte a Sul: “Brasília 50 anos: Prisão para os Corruptos”.

No PT manda ele
A ojeriza de Lula pelo deputado Geraldo Magela (DF) o levou a fechar-lhe as portas para disputar o Senado pelo PT. Preferiu concordar com a aliança que tentará reeleger o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), por quem jamais morreu de amores.

Arruda reaparece
José Roberto Arruda reapareceu em Brasília às 18h de terça, na clínica do dr. Chico Agulha – de acupuntura, obviamente. Ele próprio dirigia sua camio-nete Hylux. Embora abatido, já usa a barba no cárcere.

Senadora Gleisi
Lula bateu o martelo no Paraná: Gleisi Hoffmann (PT) não abrirá mão da candidatura ao Senado nem que a vaca tussa. Assim, se cumprir a ameaça, o senador Osmar Dias (PDT) desistirá de disputar o governo.

Nomenclatura
Defensor da CPI do DNIT, o senador Mario Couto (PSDB-PA) é processado por ter chamado o diretor do órgão, Luiz Antonio Pagot, de “corrupto”. Couto avisou então que vai substituir “corrupto” por “ladrão”.

Metendo o bedelho
Ao deixar o Hotel Meliá para encontrar Lula, ontem, o seboso tiranete Hugo Chávez declarou que “sua” candidata era Dilma. Só lembrou que não estava em seu quintal quando o indagaram sobre o tucano José Serra: “Não vou opinar sobre assuntos internos do Brasil”. Ah, bom.

Valei-nos, São Daniel!
O doleiro Lúcio Bolonha Funaro, que denunciou ao Ministério Público o que chama de “uma das maiores fraudes financeiras de todos os tempos” na Bancoop, topou uma acareação na CPI com João Vaccari, ex-presidente da cooperativa e atual tesoureiro nacional do PT.

Poluição ambiental
Ontem foi “O Dia da Caatinga”. Talvez só uma coincidência com os “vapores” que o paulista de Pindamonhangaba Ciro Gomes emitiu na imprensa contra meio mundo.

Nada consta
O Grupo Alusa, de energia, construção civil e gás, nega problemas em contratos com a Petrobras. A estatal não comentou a notícia da coluna “por questões contratuais”.

Pergunta no cartório
Afinal, a presidenciável petista é Dilma, Wanda, Estela, Luísa ou Norma Bengell?

PODER SEM PUDOR

Respeito ao néctar

Pai do deputado Ricardo Rique (PL-PB), Newton Rique presidia o BNDES e visitou um velho amigo, chefe político do interior. Foi recebido com festa. O anfitrião, homem simples, resgatou um champanhe guardado há anos para aquela ocasião. Mas perguntou, cuidadoso:
– O senhor prefere champanhe misturado com Fanta ou com Coca-Cola?
A elegância de Rique não deixou o amigo perceber a própria ignorância:
– Cobra macho bebe isso puro, sem misturar!

 

 

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