A história se repete

Todos os anos é a mesma coisa. Chega o período da data-base de reajustes das categorias de trabalhadores ligadas à gestão pública e os sindicatos começam a deflagrar as greves.

Os professores e funcionários da educação conseguiram unir os seus dois sindicatos, Sinplac e Sinteac, para endurecer as negociações com o Governo do Estado. Com isso, a paralisação que estava concentrada na Capital, poderá se alastrar para os 22 municípios acreanos.

Os funcionários da administração direta seguiram pelo mesmo caminho. Já os agentes penitenciários recuaram do movimento de paralisação para esperar novas propostas da mesa de negociação. O que preocupa é que está chegando a data base de outras categorias como a Saúde e a Segurança Pública. Na queda de braço entre sindicalista e governo quem sai perdendo é a população.

Como se trata de ano eleitoral o Governo tem limites para conceder reajustes. Por outro lado, os sindicatos vêem o momento como propício para alcançar os seus objetivos de repor as suas perdas salariais. A pergunta que não quer calar é por que essas negociações não começam muito antes das datas-bases para evitar as incomodas paralisações? Qualquer greve traz prejuízos inestimáveis à população e desgaste político para o Governo. Num Estado que se transformou graças aos movimentos sociais as negociações com os sindicalistas deveriam antecipar desfechos desagradáveis como as greves prolongadas.         

 

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