Brasiléia se prepara para instalar usina de laticínios

Empreendimento faz parte do esforço do governador Binho Marques e do senador Tião Viana para melhorar os índices de produção no Acre 

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A pecuária leiteira da região do Alto Acre sairá do empirismo para a industrialização nos próximos 60 dias, quando deverá ser inaugurada, em Brasiléia, uma usina de processamento de leite com capacidade para seis mil litros por dia. A usina será instalada pela Cooperativa dos Produtores de Leite do Alto Acre (Coplac), que já nasceu com pelo menos 35 sócios e parcerias que apontam para uma mudança radical em relação à produção de laticínios na região. Além do leite pasteurizado, a usina deverá produzir doces, manteiga e queijos do tipo mussarela e minas frescal.
O anúncio foi feito em Rio Branco pelo presidente da Coplac, Ailson Alves Bastos, ao se reunir com dirigentes do Banco do Brasil, com representantes do Governo do Estado e com o senador Tião Viana (PT-AC), a quem pediu intervenção para a liberação dos recursos necessários à viabilidade do projeto. Assim que recebeu o projeto, Tião Viana chamou para a reunião o superintendente do Banco do Brasil no Acre, Edvaldo Sebastião de Souza, o secretário de Agricultura e Pecuária, Mauro Ribeiro, além de técnicos ligados à pecuária leiteira. De acordo com Ailson Alves, para colocar a usina em funcionamento serão necessários algo em torno de R$ 900 mil para a aquisição de máquinas e outros equipamentos.
“Acho que esse projeto se enquadra perfeitamente dentro daquilo que o Bando Brasil defende como parte do programa de desenvolvimento sustentável”, disse Edvaldo Sebastião de Souza. “É claro que vamos financiar”, acrescentou. De acordo com o superintendente, os recursos devem ser liberados dentro de 30 a 40 dias. “Se for assim, em junho essa usina estará funcionando”, disse o dirigente da cooperativa.
O sonho de uma indústria de laticínio da região é antigo. A primeira experiência no setor foi no ano 1995, através do padre Luis Ceppi, que articulou o financiamento do empreendimento através de uma entidade cooperativista da Itália, a Iscos, da região de Emília Romagna. A entidade italiana financiou a maior parte da construção do atual prédio destinado ao laticínio, mas os recursos não foram suficientes para que o projeto fosse concluído.
As esperanças se renovaram agora porque o Governo do Estado, através da Secretaria de Obras Públicas (Seop) e da Seap (Secretaria de Agricultura e Pecuária), com apoio da Prefeitura de Brasiléia e do senador Tião Viana, passou a ajudar o projeto com a conclusão do prédio e com a realização de cursos de capacitação para os futuros operários e produtores do laticínio. “As parcerias realizadas geraram uma expectativa muito positiva nos produtores de leite da região, que visualizam ali uma oportunidade de industrializar e comercializar sua produção”, disse o secretário Mauro Ribeiro. “Industrialização e comercialização de leite em Brasiléia sempre foi um grande gargalo porque o processamento de leite na região nunca atendeu às demandas dos produtores”, acrescentou.
Paralelo à aquisição de equipamentos, os futuros cooperados do laticínio vem recebendo treinamentos relacionados à atividade leiteira, como o melhoramento e manejo de pastagens; sanidade e saúde animal; como produzir leite com qualidade, inseminação artificial e outros cursos realizados através de parcerias. Outro fator destacado pelos envolvidos no projeto é o programa denominado “Balde Cheio”, que consiste no aprimoramento de técnicas que permitem ao produtor a extrair o máximo de leite das vacas matrizes.
“A cooperativa, no momento, esta em busca de novas parcerias. Ainda bem que encontramos o apoio do senador Tião Viana e estamos muito esperançosos de que em breve a atividade da pecuária leiteira na região do Alto Acre possa se tornar uma atividade econômica e ambientalmente viável”, disse o presidente Ailson Alves Bastos. “Os resultados positivos ajudariam a diminuir a pressão sobre dois temas: a situação dos produtores e a necessidade de uma atividade econômica que não agridam o meio ambiente. É claro que a pecuária leiteira é degrada menos o meio ambiente do que a pecuária de corte tradicional”, destacou o senador Tião Viana. (Assessoria)

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