Cohab chega à fase final de negociação com famílias da ‘invasão’ no Jorge Lavocat

Depois de quase 2 anos de impasse, a Cohab (Companhia de Habitação do Acre) e as 250 famílias (1.500 pessoas) da ‘invasão’ no Jorge Lavocat e Montanhês finalmente estão chegando a um acordo sobre a área de 550m2 nos dois bairros. A companhia está na etapa final do seu cadastramento aos chamados ‘invasores’ do local, a fim de decidir sobre situação dos que realmente são necessitados (desabrigados de alagação) daqueles que estão apenas tentando se aproveitar da ocasião para fazer especulação de terra.Diretora-da-Cohab
O terreno começou a ser ‘apropriado’ por tais famílias na metade de 2007. Um ano depois, a Cohab entrou com o pedido de reintegração de posse, informando que o imóvel em questão trata-se de um bem com fins de preservação (área verde). A Justiça reuniu as partes zno ano passado e solicitou que a Cohab realizasse um cadastro mais apurado sobre estas famílias ‘invasoras’, para deliberar melhor sobre a questão.

A partir de agora, com o cadastro quase concluído, a companhia negocia com um grupo dos ocupantes aquilo que de fato pode ser feito para resolver o impasse. De acordo com Ilamara Rodrigues Lima, diretora-presidente da Cohab, o objetivo é encontrar um meio de resolver o conflito de forma satisfatória para ambos os lados. Isso porque o cadastro prévio já indicou que 90% das 250 famílias não são ‘invasores ilegais’ de má vontade, e sim vítimas indigentes de enchentes, deslizamentos de terra, desapropriações, etc.

“O Governo do Estado tem como um dos seus focos principais amparar aos que sofrem com a vulnerabilidade social. Portanto, nossa intenção é ajudar a estas famílias carentes que ocupam ‘legalmente’ este espaço, no sentido de lhes oferecer uma moradia mais digna de se viver. Paralelo a isso, estaremos identificando e retirando aqueles que estão lá de forma ‘ilegal’, já que não aceitamos ocupações indevidas”, detalhou a diretora.

Conforme Ilmara Lima, para resolver a questão a Cohab identificará em seu cadastro as pessoas que passam por situações de maior necessidade, regularizando a sua condição aos poucos nos programas habitacionais do governo. Outro ponto que também será resolvido sobre a referida área é a possibilidade de ela ter outros proprietários legítimos.  

 

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