Quarteirão no Preventório cede e deixa moradora ferida

Um quarteirão com menos de cinco cômodos teve parte de sua estrutura cedida na tarde de ontem no bairro Preventório. Um dos quartos ficou seriamente comprometido, ferindo uma das moradoras. Acionada, a Defesa Civil Municipal removeu todas as famílias. As que tivessem casas de parentes foram levadas para lá. Já quem não possuía ia para imóveis alugados pela prefeitura.
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Na hora do acidente, Antônio Souza estava dormindo e foi acordado por seus vizinhos, que o alertavam sobre o perigo. “Foi um tremendo susto. Pensei que a casa ia cair em cima de mim”, diz ele. O Preventório é classificado pela prefeitura como área de deslizamento. “O bairro está em uma planície alagadiça”, explica o major George Santos, da Defesa Civil.

Estudos da prefeitura estimam em mais de 700 o número de famílias que residem somente no entorno de três ruas do Preventório: São Paulo, Pernambuco e Goiás.  Este é um dos bairros mais antigos e tradicionais da Capital. Por conta da erosão, entretanto, toda a sua história tem descido junto com os barrancos a cada movimento de enchente e vazante do Rio Acre.

É famoso pela Rua Rio Grande do Sul, que interligava o Centro ao primeiro aeroporto da cidade. Mas hoje o tráfego só é permitido até certo trecho. Do asfalto dos anos dourados do bairro, apenas alguns pedaços ainda são visíveis e dividem espaço com a lama e o esgoto que sai das casas. O bairro sofre com as vulnerabilidades sociais. De moradia das famílias mais tradicionais de Rio Branco, atualmente a comunidade sofre com a violência do tráfico de drogas e da prostituição.

 

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