Jorge e Edvaldo são apresentados aos líderes da FPA como os nomes ao Senado

A cúpula da Frente Popular do Acre (FPA) confirmou na tarde ontem, para os líderes dos 14 partidos que formam a coligação, que o ex-governador Jorge Viana (PT) e o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), serão os candidatos da aliança às duas vagas em aberto ao Senado Federal. O encontro aconteceu ontem, no auditório da Aleac, e contou com os principais nomes da FPA, entre eles o governador Binho Marques. Cupula-FPA
Após alguns nomes dentro da aliança apresentarem intenção de compor com Jorge Via-na a chapa governista para concorrer ao Senado, os articulistas políticos precisaram fazer costuras para evitar “rachas”. O próprio governador Binho foi um dos “cirurgiões”. O primeiro a sair da disputa e deixar o caminho aberto para os comunistas foi o deputado federal Fernando Melo (PT). Reunião no começo do ano no diretório do PT articulou para que Melo desistisse do Senado e fosse candidato à reeleição.

O último a sair e a consolidar a candidatura de Edvaldo Magalhães foi o Partido Verde – PV. Ainda na segunda-feira (5), os membros da executiva sacramentaram a retirada do nome do deputado federal Henrique Afonso da disputa. Juntos, Jorge Viana e Edvaldo vão encarar as urnas com o desafio de os governistas conquistarem as duas cadeiras no Senado. Para tanto, os dois usarão o discurso da unidade para garantir a governabilidade de um possível novo mandato do PT à frente do Palácio Rio Branco, com a luta por recursos junto aos ministérios em Brasília.   

“Essa não é uma candidatura do PT ou PCdoB, mas de toda a Frente Popular”, ressaltou Jorge Viana. Como adversários, a dupla terá o deputado federal Sérgio Petecão (PMN), que pleiteará o Senado pela coligação demo-tucana, que tem Tião Bocalom (PSDB) como candidato ao governo. Outros possíveis nomes são o do atual senador Geraldo Mesquita (PMDB) e o ex-deputado federal João Correa (PMDB). Mas, para os governistas, não há muito a temer.

A principal aposta da FPA em uma eventual vitória de dobradinha está na própria divisão da oposição quanto à escolha de seus candidatos. PMDB e PSDB não conseguem se unir, e cada um sairá de um lado. Enquanto tucanos e peemedebistas não se entendem, a Frente Popular planeja até o final deste mês estar com todas as chapas consolidadas para serem apresentadas aos eleitores.

Além disso, os partidos de sustentação ao Palácio Rio Branco também já apresentam seus nomes para compor o grupo de trabalho que será responsável pela elaboração do programa de governo do candidato Tião Viana. Para Edvaldo Magalhães, a reunião de ontem consolida a unidade dentro da FPA nesses 20 anos de fundação. “É muito difícil manter um ambiente sadio depois de duas décadas dentro de uma coligação partidária”, comenta o comunista. Segundo ele, a situação é ainda mais complexa quando se está dentro do Poder.

O parlamentar faz uma comparação com a oposição, que mesmo fora do governo não consegue manter a unidade política. “Numa semana um político faz negociações e acertos com uma liderança, e dias depois ele faz o mesmo com outro. É assim que eles constroem seu caminho”. Na análise dele, seria quase impossível os principais líderes oposicionistas sentarem à mesma mesa tão grave é o clima de hostilidade.

 

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