Política local 12/05/2010

“O governo escondeu que a empresa responsável pelo Parque dos Sabiás abandonou as obras”.

Deputado N. Lima (DEM).

Amnésia visual
A falante Sebastiana, presidente da Fetacre, sofre de amnésia. É a dedução por não ter ouvido uma menção no seu discurso durante a inauguração do Ceasa, ao fato do deputado federal Fernando Melo (PT) ter destinado mais de 5 milhões de reais de emendas para a compra de dois tratores e 120 micro-tratores, expostos no local, destinados aos trabalhadores rurais. Fossem do Sibá Machado, de quem ela é cabo-eleitoral, tinha tocado suas trombetas.

Juventude solitária
Ao ler de que “a juventude do PMDB não aceita o fim da candidatura de Rodrigo”, um cardeal peemedebista comentou ontem: “nossa juventude se resume apenas ao Wiliandro Derze”.

Candidatura queimada
Não  interessa quem no PMDB fez ou deixou de fazer a proposta para o vereador Rodrigo Pinto, mas só o fato disso ter acontecido já liquida a imagem da sua candidatura.

Calça de veludo
O deputado Elson Santiago (PP) se conformou com a decisão do PP de que o partido irá disputar vagas na Aleac com chapa própria, na base do “calça de veludo ou bunda de fora”.

Pouco importa
Pouco importa para Santiago, que ficará com uma das vagas.

Pesquisa vetada
Dirigentes do PT proibiram o presidente da Fieac, de deixar vazar os números da pesquisa encomendada pela entidade, porque são desfavoráveis para o Senado Federal.

Muro baixo
Rio Branco é terra de muro baixo, onde segredo político não dura 24 horas.

Ataques invariáveis
A cada orador que se sucedia ontem na manifestação dos professores os ataques eram  aos deputados Moisés Diniz, Edvaldo Magalhães, ao Carioca e ao governador Binho Marques.

Última cartada
O deputado Moisés Diniz (PCdoB) tomou ontem uma posição pessoal em tentar retomar o canal de negociação entre grevistas e governo, cansado de ver a intolerância dos governistas.

Não devia
Se como cidadão foi uma atitude louvável, pelo lado político foi ruim, porque a decisão deixou claro que o governo não valoriza o seu líder na Aleac, deixando-o de fora das negociações.

Análise errada
O deputado Moisés Diniz se equivoca quando diz que com a greve perdem os professores e o governo: quem perde são os candidatos majoritários da FPA, porque esse é um ano político.

Perde duplamente
E perde duplamente: se a greve acabar sem ganhos a revolta será sentida nas urnas. E se o governo recuar também, pois vai ficar o sentimento que recuou para não perder votos.

Muito bem
O deputado Luiz Calixto (PSL) sintetizou muito bem a situação ontem no seu discurso na Aleac: “o governo deveria ter sido transparente desde o início e dizer que não daria a reposição”.

Voz no deserto
Os deputados Thaumaturgo Lima (PT) e Moisés Diniz (PCdoB) foram ontem na Aleac as duas únicas vozes no deserto da Aleac a levantar a voz na difícil missão de defender o  governo.

Pensão superfaturada
A deputada Idalina Onofre (PPS) superfaturou a pensão de governador: disse ontem na Aleac que, Binho não está preocupado com a greve porque vai receber “23 milhões de reais ao mês quando se aposentar”.

Radicalismos verbais
Comentários ouvidos ontem de professores sobre o Nepomuceno Carioca “esse só vai se ajeitar o dia que levar uma peia”. Outra pérola: “aquilo é careca de ruim que é”.

Opiniões isoladas
São opiniões extremadas e que não representam a categoria, mas, a antipatia pelo Carioca entre os professores chega aos 100%. Ainda bem que o Carioca não é candidato a nada.

Mistério da meia-noite
O deputado N.Lima (DEM) queria saber ontem se a empresa que abandonou as obras no “Parque dos Sabiás” será responsabilizada pelo governo. Quer demais, né N.Lima?

Péssima idéia
A deputada Idalina Onofre (PPS) dizia ontem que pela falta de cachorros a oposição vai caçar votos com pacas. Não é uma boa idéia, paca, no máximo consegue virar assado de forno.

Estava certo
O deputado Walter Prado (PDT) estava certo na questão do projeto sobre a Segurança: não vai prejudicar a aposentadoria dos policiais que ainda ganharam no bojo o Banco de Horas.

Pior que o soneto

Quem redigiu a Nota Ofi-cial emitida pelo governo, decretando o fim das negociações com os professores, fez a emenda pior que o soneto ao enumerar as razões do seu radicalismo: o discurso que paga o terceiro maior salário do Brasil não retrata a realidade. Apenas um grupo minoritário de professores que estão na última letra tem acesso à aludida faixa salarial. O resultado é que esse fato deixou ontem os professores mais enfurecidos ainda com o governo.

 

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