Política local 13/05/2010

“Estou anunciando desde já que sou pré-candidato a prefeito de Rio Branco”.

Deputado federal Fernando Melo (PT).

Indiscrição que valeu
A declaração pessoal que me foi dada pelo candidato ao governo, vereador Rodrigo Pinto (PMDB), de que estavam condicionando a manutenção de sua candidatura a arrumar a quantia de 4 milhões de reais, foi uma indiscrição que surtiu efeito positivo: num passe de mágica os dirigentes do PMDB refluíram e passaram a lhe dar apoio.

Seria fatal
Para o PMDB, que não tem uma chapa forte para a Câmara Federal, não ter candidato ao governo seria fatal, porque no mínimo já perderia cinco mil votos de legenda.

Preparando o futuro
Não é preciso ser analistas político para se chegar à conclusão que será uma zebra o Pinto derrotar Tião Via-na (PT), mas é positivo por preparar um quadro para o futuro.

Faltava essa
O presidente do Sinteac, Manuel Lima (PT), reclamou ontem de estar a imprensa prejudicando as negociações com o governo por pincelar um clima de confronto.

Outra história
Manuel Lima deve estar com raiva com o fato da imprensa vir registrando os apupos que recebe com o inva-riável côro de “pelego”, puxado pelo professores.

Não é tolo
O Manuelzinho não é tolo, sabe que depois dessa greve, sairá com sua candidatura a deputado estadual detonada na categoria, onde contava conquistar votos decisivos.

Crítica estranha
Os deputados de oposição costumam se irritar com a defesa que o deputado Thaumaturgo Lima (PT) faz do governo: queriam o que? Que criticasse o Binho?

É algo essencial
O contraditório é essen-cial, seja exercido pela oposição ou pela base do governo.

Única maneira
O deputado N.Lima (DEM), crítico do governo, revelou ontem que foi preciso a ajuda do senador Tião Viana (PT) para que um paciente fosse atendido na Fundhacre.

Tintas perversas
O deputado Donald Fernandes (PSDB) traçou ontem, ao falar na Aleac, um perfil devastador do prefeito de Porto Acre, Zé Maria (PT): “arrogante e ditador”.

Entregue às baratas
Além da pesada adjetivação, Donald disse que Porto Acre está entregue às baratas, com o prefeito Zé Maria tendo como diversão perseguir os velhinhos que não são do PT.

Velho pardieiro
Os vereadores de Rio Branco não vão perder nada se o prédio da Câmara Municipal desabar, porque aquilo é um pardieiro e há muito já deveria estar desativado.

Inquilinos de favor
Com a condenação do prédio da Câmara Municipal, os vereadores deverão realizar as sessões no auditório do Colégio Acreano, enquanto não viabilizarem algo definitivo.

Tudo caminhando
Não será surpresa se a polícia desvendar rapidamente o assassinato do vereador Pinté (PP), com as coisas caminhando no sentido do crime político. Prisões já foram feitas.

Fato que pesa
Um fato que pesa muito na Capital a favor do candidato ao Senado, Sérgio Petecão (PMN) é a chamada “memória eleitoral” que ficou da última eleição municipal.

Outro componente
Já Edvaldo Magalhães (PCdoB) terá a seu favor a máquina do governo e prefeituras do PT. E desfavorável nunca ter disputado um posto majoritário, que é uma outra eleição.

Mostrar a cara
O ex-deputado federal João Correia (PMDB), outro postulante ao Senado, ainda não saiu do casulo, e se quiser ter chance de entrar na disputa tem que mostrar que existe.

Mais embaixo
Os apresentadores de televisão não apostem muito que audiência se transforma em votos na eleição. Disputar o voto do eleitor o buraco é bem mais embaixo e penoso.

Pendurado na estrela
O ex-deputado federal Zico (PT), segundo um petista, poderá ter sua candidatura brecada pelo fato de estar devendo 19 mil reais só de contribuição partidária.

Pior que o soneto
A chapa da coligação PDT-PT-PR-PTN é a mais forte das que vão disputar vagas na Assembléia Legislativa. Só deputados são sete: Walter Prado (PDT), Luiz Tchê (PDT), Chico Viga (PT), Ney Amorim (PT), Dinha Carvalho (PR), Hélder Paiva (PR) e Zé Carlos (PTN). Sem falar de nomes sem mandato, mas também muito fortes: Francimar Fernandes (PT), Maria Nazaré (PT), Pereira (PT), Ermício Sena (PT). Não será nenhuma surpresa se emplacarem entre sete ou oito cadeiras na próxima legislatura.
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