Política nacional 30/05/2010

“Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra”.

Lula, rindo com seu colega boliviano Evo Morales, alvo de críticas de José Serra.

Pesquisas provocam crise ao comitê de Serra
Omau desempenho de José Serra nas pesquisas para presidente provocou uma crise em seu staff. O comando da área de comunicação tem sido dividido entre o jornalista Marcio Aith, ex-Folha de S. Paulo, e Paula Santamaría, assessora de sempre do candidato. Ambos são competentes, mas dirigentes do PSDB atribuem à disputa pelo poder, no comitê tucano, o “péssimo desempenho” de Serra nessa área.

Presidente do Sudeste
A campanha de Serra está perdendo a “guerra da comunicação” por ignorar a mídia fora do eixo Rio-SP, avalia um secretário do PSDB.

Assédio rejeitado
As empresas Máquina da Notícia e CDN se propuseram a substituir Marcio Aith em sua assessoria, mas José Serra não abre mão dele.

Ordem na casa
Havia também uma disputa pelo poder, na área de comunicação da campanha de Dilma, mas, orientada por Lula, ela pôs ordem na casa.

Santana manda
Com paciência de Jó e o apoio do presidente Lula, o marqueteiro João Santana retomou o comando da comunicação da campanha de Dilma.

Caso Villela
A Polícia Civil do DF continua investigando o brutal assassinato, há nove meses, do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, sua mulher, Maria, e a empregada, esfaqueados 73 vezes. O delegado Luiz Julião Ribeiro, conhecido pela discrição, investiga todas as possibilidades, todas as pessoas, inclusive familiares. Agora, os policiais averiguam uma ex-funcionária dos Villela, cujo nome é mantido sob sigilo.

Seguindo pistas
Além da Francisca, morta com os patrões, a família Vilela tinha duas empregadas. Mas a polícia investiga uma terceira, ex-funcionária.

Quase, quase
A greve na Polícia Civil do DF não alterou a rotina da investigação do assassinato dos Villela. Um policial garante: o desfecho está próximo.

A janela de Stumpf
O jornalista André Gustavo Stumpf fará noite de autógrafos, dia 8, em Brasília, de seu mais novo livro de crônicas, “Da minha janela”.

Cabeça de petista
O presidente Lula anda elogiando a atuação do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), pela “coragem” de ganhar a antipatia de aposentados, atuando contra o aumento-merreca de 7,7%.

Osso duro
Na festa dos 40 anos de vida pública do deputado Henrique Alves, em Natal, a cúpula do PMDB chegou a uma conclusão: as pesquisas devolveram arrogância à campanha de PT. Ela já se acha eleita.

Mico postal
Burocratas dos Correios estão em pânico com a demanda pelo transporte de milhões de santinhos de candidatos e material publicitário dos presidenciáveis. Mas o problema é que a estatal não tem logística.

Cuidando da vida
O cantor Frank Aguiar (PTB), que renunciou ao mandato de deputado para ser vice-prefeito de São Bernardo (SP), tentará voltar à Câmara, após o prefeito Luiz Marinho não viabilizar a candidatura a governador.

Torcida organizada
Será concorrida a sabatina do futuro embaixador do Brasil na Austrália, Rubem Barbosa, na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Vários amigos planejam assisti-la, incluindo senadores como Edison Lobão (PMDB-MA), seu ex-chefe no Ministério de Minas e Energia.

Réu confesso
O PSB quer expulsar dos quadros o vereador Roberto Sampaio, de Juazeiro do Norte (CE). Réu confesso, ele recebeu o Bolsa-Família por quatro anos através da mulher. Ele disse que “precisava” do auxílio.

O mais votado
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a primeira fase da Operação Satiagraha, alimenta o desejo de ser o deputado federal mais votado do Brasil pelo PCdoB-SP.

Tartaruga aérea
A Infraero só agora acordou para anunciar que vai gastar R$ 4,5 bi para reformar os aeroportos para a Copa. Dá-se um prêmio para o dirigente da estatal que assinar as ordens de serviço para as obras com tantas irregularidades denunciadas pelo TCU, em final de governo.

Pensando bem…
….o bordão do presidente Lula “nunca antes nesse país” bem que ajudaria mais se fosse “nunca mais nesse país”.

PODER SEM PUDOR

O cheiro do campo

Ministro do Planejamento, certa vez Mário Henrique Simonsen visitava Campo Grande, hoje capital do Mato Grosso do Sul, para discutir a economia local. Lá pelas tantas o fazendeiro Fernando Franco justifica o sobrenome, dando nome aos bois:
– Ministro, depois que juro virou correção monetária, fazendeiro é “empresário rural” e roçar pasto “investimento”, o nosso negócio virou uma merda.

 

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