Política nacional 13/05/2010

“Não vou dar pitaco no novo governo”.

Presidente Lula, que diz querer ser um ex-presidente “de verdade”.

Estado policial: ‘grampo’ cria polêmica na ECT
Adireção da Empresa de Correios e Telégrafos colocou na conta da locadora a responsabilidade pelo monitoramento descoberto em recente varredura nos veículos usados por sua diretoria. Equipamentos de GPS e até de escuta teriam sido instalados em três dos quatro carros da diretoria, incluindo o automóvel utilizado pelo presidente, Carlos Henrique Custodio. A ECT entregou o caso à Polícia Federal.

Excesso estranho
Intriga a ECT o fato de o contrato de locação dos carros da diretoria não prever a instalação nem sequer de rastreadores.

Espionagem?
Os três primeiros carros monitorados eram dos diretores “de fora”, ou seja, aqueles que não pertencem aos quadros da própria ECT.

Otimismo
O presidente do PSDB, senador Sergio Guerra (PE), define assim o entusiasmo de José Serra na campanha: “Parece pinto no lixo”.

PCdoB com Agnelo
O PCdoB anunciou ontem a retirada da candidatura de Messias de Souza ao governo do DF e o apoio ao petista Agnelo Queiroz.

Sigilo violado
A oposição teme que o governo apague os vestígios da investigação – sem decisão judicial – sobre vida fiscal de seis oficiais do Exército. A ordem foi assinada eletronicamente, em 18 de janeiro passado, pelo coronel Fernando Lima Santos, chefe de gabinete do general Jorge Félix, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, atingindo quatro generais, três da ativa, e dois coronéis.

Explicações
Os deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) querem interrogar o ministro-chefe do GSI sobre a violação.

Documentado
Esta coluna mostrou ontem documento da Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita provando a quebra do sigilo.

Boca de siri
Esta coluna solicitou ontem mais uma vez, mas a Receita Federal faz silêncio sobre a investigação fiscal contra militares do Exército.

PMDB inseguro
Na terça (18), a executiva do PMDB vai “pré-oficializar” a indicação de Michel Temer para vice de Dilma, na tentativa de criar fato consumado. É que está por um fio a presença peemedebista na chapa petista.

Ameaça real
Se o PT não se entender com o PMDB em Minas, apoiando Helio Costa para o governo, e também no Ceará, só os votos desses estados na convenção serão suficientes para retirar o apoio do partido a Dilma.

Quase equilíbrio
As próximas pesquisas devem indicar que Dilma Rousseff (PT) passou José Serra (PSDB) na Bahia e abriu vantagem, mas a petista quase empata em Pernambuco e perde em Alagoas e Rio Grande do Norte.

Simpatia é quase amor
Como Tarso Genro não gosta mesmo de Dilma Rousseff, o tucano José Serra alimenta a esperança de ter o voto ex-ministro da Justiça. Quando Lula insistia em Ciro Gomes como candidato a presidente, Genro mandou o recado ao PSDB: “Se for Ciro, eu voto em Serra”.

Medo de água fria
O governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), decidiu que nada mais será pago, em seu governo, sem outras quatro assinaturas, além da sua: as da vice-governadora Ivelise Longhi e de três secretários.

Costa fora da Anvisa
Indicado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e rechaçado por políticos e servidores, o carioca Eduardo Costa foi nomeado para a Fundacentro, ligada ao Ministério do Trabalho, controlado pelo PDT, seu partido. Isso abre espaço para nova indicação do presidente Lula.

Ingratidão
José Genoino (PT-SP) bajulava repórteres até se enrolar no escândalo do mensalão. Agora, é um crítico dos jornalistas brasileiros, como mostrou na 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa.

Pólo em alta
Apesar da sabotagem da Infraero, que retém suas mercadorias, o polo industrial de Manaus fechou o primeiro trimestre do ano em alta, faturando US$ 7,4 bilhões. Segundo a Suframa, cresceu 63,7%.

É uma droga
Deu no twitter de Sergio Lima, de Brasília, sobre os convocados: “Dunga entrou de vez na campanha nacional contra o crack!!!”

PODER SEM PUDOR

Leite, só ‘batizado’
Em campanha presiden-cial, Jânio Quadros encontrou udenistas como Cid Sampaio na casa de um amigo, no bairro de Boa Viagem, no Recife, e aceitou prontamente o oferecimento de uísque. O mordomo providenciava gelo e o uísque quando chegaram repórteres e fotógrafos. Jânio ficou esperando o retorno do mordomo, com a bebida, para reagir indignado:
– O que é isso, meu filho? Eu disse “leite”! L-e-i-te, ouviu bem?
Os jornalistas fingiram acreditar.

 

 

 

 

 

 

 

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