Política nacional 16/05/2010

“Nunca se sabe o que pode e o que não pode”.

Candidata petista a presidente, Dilma Rousseff, depois de levar outra multa do TSE.

Tucanos e petistas têm os mesmos doadores
Entre os maiores doadores da campanha política de 2006, PSDB e PT dividiram três dos cinco maiores. A campanha de reeleição do presidente Lula recebeu R$ 7,5 milhões dos bancos Itaú e Alvorada e do frigorífico JBS, os mesmos que contribuíram com R$ 4,4 milhões para a campanha de José Serra ao governo de São Paulo. A construtora OAS deu R$ 1,7 milhão a Lula e R$ 1 milhão para Serra.

Dois senhores
A empreiteira Camargo Corrêa também doou aos dois candidatos em 2006, assim como a Embraer, empresa hoje privatizada.

Em dobro
Em média, cada um dos 11.681 candidatos em 2006 gastou R$ 134,1 mil com a campanha. Este ano a expectativa é gastar o dobro.

Derrame
Petistas bem situados estimam que a campanha do partido, este ano, custará R$ 2 bilhões em todo o país. “Não contabilizados”, certamente.

Aparências
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, a rigor, é apenas um porta-voz. Quem manda mesmo, e muito, é o ex-ministro José Dirceu.

Félix se ‘queimou’…
O documento da Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita, mostrando que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de fato solicitou investigação fiscal contra quatro generais (três da ativa) e dois coronéis, deixou muito mal o ministro-chefe do GSI, general Jorge Félix, perante o comandante do Exército, general Enzo Peri, a quem havia negado o fato por escrito. Oficiais defendem punição para Felix.

Esconde-esconde
A coluna insistiu, mas o GSI se recusou a comentar a investigação. E só a desmentiu em particular, ao comando do Exército. Era mentira.

Incógnito
A Secretaria de Turismo do DF ainda não tem uma estimativa dos rendimentos gerados pelas comemorações dos 50 Anos da Capital.

Bom negócio
A Secretaria de Saúde da Bahia paga R$ 1,2 milhão a uma empresa de eventos para organizar factóides do secretário Jorge Solla por um ano.

Calote perdoado
Um ano após a notícia desta coluna, Angela Santana Carvalho, analista da Capes, do MEC, ainda é cobrada pelos R$ 80,3 mil de 48 meses de bolsa para o doutorado que jamais concluiu. A Capes a promoveu a chefe de Gestão de Pessoal, em vez de cobrar. Ela não quis comentar.

Indenização
O procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, personagem do escândalo do “mensalão do DEM”, processa a Editora Globo, que publica a revista Época, pedindo R$ 21 mil de indenização.

Ele está vivo
Arruda se animou depois que soube de pesquisa em que aparece em terceiro para o governo do DF, atrás apenas de Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT). Mas não quer nem ouvir falar em política.

Krav Magá
Quatro aspones da Infraero foram liberados por seu pre-sidente para viajarem a Israel, tarifa BLT (boca livre total). Como o país tem um sistema aeroportuário modesto, devem ter ido aprender Krav Magá.

Aquele abraço
A campanha presidencial virou subproduto das disputas regionais. Deve-se ao tom morno do tucano José Serra, quase abraçado a Lula (“acima do bem e do mal”). Dilma acaba abraçada a FHC.

Para inglês ver
Roga-se a quem souber o paradeiro do programa econômico do PMDB a ser entregue a Dilma, dê notícias dele. Até hoje ela não marcou data para recebê-lo, apesar do aval de peso do ex-ministro Delfim Netto.

Debates na OAB
Os três candidatos a presidente – Dilma, Serra e Marina – foram convidados pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, para debaterem suas propostas na entidade, individualmente, em agosto.

Desespero
A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa revelou que a maioria dos candidatos que se dispõe a participar de pesquisas com seres humanos aceita ser cobaia por desespero. Muitos são portadores de doenças irreversíveis ou possuem algum parente em situação de risco.

Pensando bem…
…há um longo caminho para Dilma ganhar o direito de ser comparada ao estadista Nelson Mandela, que deixou o cárcere após 27 anos e liderou a pacificação do seu país.

PODER SEM PUDOR

A lição de Lincoln
Achando excessiva a reação à matéria do New York Times, o então senador tucano Teotônio Vilela (AL) recomendou a Lula a leitura da biografia de Abraham Lincoln, que presidiu os Estados Unidos. Nela, há o relato de uma fofoca levada a ele durante a Guerra da Secessão: o general Ulysses S. Grant estaria “bebendo demais”. Lincoln ordenou ao fofoqueiro:
– Então mande uma caixa de uísque para cada um dos meus generais. Quem sabe eles vencerão tantas batalhas quanto o general Grant…

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