Política nacional 19/05/2010

“O PAC no Ceará é invisível”.

Senador Tasso Jereissati, coordenador da campanha de José Serra no Ceará.

Partidos governistas acertaram debandada
Pelo menos três partidos da chamada “base aliada” – PP, PR  e PTB – marcaram data para pular fora da base governista: 3 de julho. É a data-limite para as “transferências voluntá-rias” de recursos dos convênios da União com municípios. Depois disso, nem a vontade do presidente terá força para liberar dinheiro dos cofres federais. Na prática, também o impede de eventuais retaliações contra políticos e partidos “traidores”.

Destino certo
A previsão da oposição era que essa debandada teria como destino a campanha de José Serra (PSDB) à presidência da República.

Ops, pára tudo
Os articulares da debandada não contavam com a recente ascensão de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. Isso pode frear a traição.

Flerte explícito
O cientista político Antonio Lavareda sonha com sua associação ao instituto Vox Populi, do sociólogo Marcos Coimbra. Pode dar samba.

Palanque amazonense
Jefferson Praia (PDT-AM), sucessor de Jefferson Péres no Senado, disputará a própria cadeira. Apoia Alfredo Nascimento (PR) ao governo.

Demóstenes é o campeão
A oposição lidera o “ranking dos senadores” no Twitter, segundo o site “Twitter Rank”, que classifica parlamentares segundo sua influência, popularidade e envolvimento no microblog. Demóstenes Torres (DEM-GO) é o campeão, seguido dos tucanos Álvaro Dias (PR) e Arthur Virgílio (AM). Marina Silva (PV-AC) é a 6ª. Na Câmara, o apresentador de tevê Lincoln Portela (PR-MG) é o deputado-twitteiro mais popular.

Governo em baixa
O senador governista mais bem colocado entre os 300 mais do Twitter é Aloizio Mercadante (PT-SP), que ocupa a sétima colocação.

Antenados
Dois jovens deputados, Fábio Faria, do PMN-RN (namorado de Sabrina Sato, do Pânico na TV) é o 2º colocado; Índio da Costa (DEM-RJ), o 3º.

Mico atômico
O acordo com o Irã tem tudo para dar em nada, e Lula carimbou o Brasil como “amigo” do tiranete Mahmoud Ahmadinejad, o lixo atômico. 

Investigação fiscal…
Na Receita Federal, há constrangimento pelo seu uso político. “Nunca antes na história deste país”, ironiza um servidor, a Receita investigaria militares do Exército só porque não são simpáticos ao governo.

…antes era só técnica
Antes do governo Lula, a Receita investigava casos de enriquecimento ilícito ou por amostragem (escolha aleatória, com base em parâmetros), denúncias na imprensa (investigados em CPIs, por exemplo), a pedido do Ministério Público ou sob ordem judicial, explica um veterano fiscal.

Sorrir é preciso
O ex-governador do DF Joa-quim Roriz ficou seis meses no Senado, até renunciar em julho de 2007, mas aproveitou para cuidar dos dentes no Instituto RC de Odontologia Estética. O tratamento custou R$ 23.887,70. O Senado paga despesas assim até para ex-senadores.

Vida social intensa
Dona de papelaria, a ex-mulher do delator do mensalão Durval Barbosa foi à Justiça mudar o nome do filho, o mesmo do pai. Mas não parece infeliz: promove em sua casa as mais badaladas festas de Brasília.

Musa de botas
Causou frisson no Conselho Nacional de Justiça, ontem, a botinha cano alto da representante da OAB no CNJ, Márcia Regina Melaré. A advogada foi saudada efusivamente por vários conselheiros babões.

O gêmeo de Serra
Ao receber José Serra, um importante empresário de comunicação não perdeu a piada: “E o seu irmão gêmeo, como está?” Serra retrucou afirmando não ter irmão. O anfitrião pilheriou: “Me refiro àquele Serra mal-humorado, antipático, que jamais sorria na campanha de 2002…”

Torcida inesperada
O presidente Lula não gosta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), mas seu ex-ministro da Educação foi o único a discursar desejando sucesso nas negociações com o Irã para fechar um acordo.

O jeito é rezar
Parte da equipe que a Globo vai mandar para a Copa voltou apavorada de uma visita a Johannesburgo: o Centro de Mídia fica em área degradada, favelada, tomada por criminosos. E sem polícia por perto. Nada muito diferente do Rio de Janeiro, onde fica a sede da emissora.

Urucubaca?
Enlutou o meio artístico a morte do elogiado ator Marcos Cesana, que trabalhou em “Lula, Filho do Brasil” – filme sobre um conhecido pé-frio.

PODER SEM PUDOR

Voto escaldado

O senador biônico Milton Cabral dava entrevista no programa “Jogo Aberto” da rádio Arapuan da Paraíba, do irmão dele, Antônio Cabral, mas que na verdade era do entrevistado. Um ouvinte provocou, após elogiar o radialista Petrônio Souto, apresentador do programa:
– Quantos votos teve o senador Milton Cabral?
Souto percebeu a tempo a jogada e sacou:
– Meu amigo, foi tanto voto que eu nem lembro…

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