Política nacional 20/05/2010

“O Brasil começa a mudar, vai deixar de ser o país da impunidade”.

Senador Pedro Simon, após a aprovação por unanimidade do projeto Ficha Limpa.

‘Fantasmas’ infestam quase todo o Senado
Não há controle, no Senado, sobre os “fantasmas” que integram quase todos os gabinetes graças a um artifício: grande parte dos senadores divide com várias pessoas o salário que deveria ser pago a apenas um assessor. Assim, seis pessoas dividem um salário de R$ 6 mil mensais, por exemplo. Senador dispõe também de R$ 80 mil para contratar até 20 “assistentes parlamentares”. E a verba indenizatória de R$ 15 mil paga custos e salários nos escritórios estaduais de cada senador.

Descontrole
Duas mulheres foram à polícia denunciar terem sido contratadas pelo gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB) sem que soubessem.

Ele ‘não sabia’
Em nota, Efraim Morais jura que a culpa é de uma advogada, Mônica Bicalho, que teria contratado as duas mulheres. Efraim demitiu as três.

Boa nova
As notícias sobre “fantasmas” coincide com uma boa notícia: o Senado resolveu unificar a folha de pagamento. Em princípio, haverá economia.

Metendo a mão
Eram várias as folhas no Senado: cada “órgão vinculado” (gráfica, Prodasen etc) tinha a sua. Há suspeitas de acréscimos indevidos.

MP investiga o Ministério…
O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil, o segundo nos últimos vinte dias, para investigar irregularidades na aplicação de R$ 1,25 milhão do Programa Funcionamento de Núcleos de Esporte Educacional do Ministério do Esporte e a transferência de R$ 832 mil para Pernambuco. O objetivo da ação é “proteger o patrimônio público e social”. Como é de praxe, o ministério se recusou a comentar o caso.

Habitual
O MP instaurou um inquérito no mês passado para investigar repasses milionários do ministério para ONGs “amigas” do programa 2º Tempo.

Esporte e prisões
A ação do MP investigava desvios de milhões do programa, que levaram a Polícia Civil do DF a prender cinco pes-soas no início de abril.

Mão da CGU
O MP baseou o novo inquérito civil em informações do Relatório de Fiscalização nº 869/2006 da Controladoria Geral da União.

Briga de bar
O tucano Arthur Virgílio (AM) bateu-boca com um jornalista, há dias, no restaurante Piantella. Chamado de “senador de merda” e “farsante”, ele ameaçou reagir no braço. O jornalista o desafiou a dirimir as diferenças “lá fora”. Esperou em vão: lutador de jiu-jitsu, Virgílio não apareceu.

Mosca azul
O governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), jura que não disputará a reeleição, até porque assinou um papel prometendo isso, mas recebeu de um publicitário, Haroldo Meira, uma proposta de campanha.

Pacto de silêncio
Do ex-governador Irapuan Costa Jr, colunista do Jornal Opção, de Goiânia (GO), sobre a quebra de sigilo fiscal de generais: “Não fossem militares, a grita na imprensa seria enorme. Como são, e sempre têm a má vontade das redações, funciona um pacto de silêncio”.

Epa, somos espadas
A maioria (creia) heterosse-xual dos diplomatas ficou constrangida, ontem, quando uma passeata gay parou diante do prédio do Itamaraty, em Brasília, para agradecer a suposta “força” deles pela causa.

Fora
A segurança da Câmara fez bem barrando índios, alguns de araque. De armas nas mãos, eles gritam que são inimputáveis. E emporcalham a Esplanada dos Ministérios há meses, sem que ninguém os incomode.

Arapongagem no DF
A área de inteligência do governo do DF descobriu e até fotografou no hotel Metropolitan Mix um conhecido policial, envolvido num homicídio em Sobradinho (DF), fazendo bico ao seguir autoridades e adversários do ex-governador Joaquim Roriz, em pleno horário de trabalho.

Lei da mordaça
Servidores da Receita Federal se revoltam com certos pedidos do governo Lula, mas não tornam isso público porque a legislação os proíbe de mencionar publicamente investigações fiscais em curso.

Goianês
Nascido em Anicuns (GO), o senador Demóstenes Torres (DEM) deixou intrigado os colegas, durante a votação do Ficha Limpa, ao afirmar: “entrei muito, quando criança, no pau da goiaba”. Em Goiás, a expressão designa alguém descoberto fazendo coisa errada.

Pensando bem…
…Copa do Mundo e eleições no mesmo ano dão chance ao sentimento de alegria para compensar a tristeza. E se ocorrer tristeza em dobro?

PODER SEM PUDOR

Porta errada

O então ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) levou um susto, certa vez, quando visitou a sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília. Ao sair do elevador, deu de cara com um batalhão de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres. Arregalou os olhos, cumprimentou o presidente da Ordem à época, Roberto Busato, e saiu em disparada, para evitar os jornalistas. Desnorteado, o ministro entrou na primeira porta que viu e se deu mal: era o banheiro feminino.

 

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