Política nacional 2505/2010

“O outro é feio demais e, pelo visto, não tem muita sorte”.

Deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), sobre o adversário de Dilma Rousseff, José Serra.

 Lobistas tentam influir em escolha para o Cade
Foi deflagrada uma guerra no submundo do lobby, em Brasília, pela indicação do futuro presidente do Cade, o poderoso Conselho Administrativo de Defesa Econômica, do Ministério da Justiça. O Cade pode, por exemplo, vetar fusões de grandes empresas, a pretexto de impedir concentração ou monopólio, daí o seu poder. Informado de que sua atuação não agradou ao governo Lula, o atual presidente do Cade, Arthur Badin, desistiu da reeleição. Seu mandato termina em setembro.

Ligações perigosas
Os lobistas que gravitam em torno do Cade, oficialmente, têm ligações a grandes escritórios de advocacias do raro de fusões e aquisições.

Sabatina no Senado
Após ser indicado pelo presidente da República, o futuro presidente do Cade precisa ainda ser submetido a sabatina, no Senado.

Os eleitores
Os ex-ministros da Justiça Márcio Thomaz Bastos (que propôs Badin) e Tarso Genro já têm pencas de candidatos à presidência do Cade.

Rosso não quer
Ao presidente do PMDB-DF, deputado Tadeu Filippelli, o governador Rogério Rosso negou mais uma vez a tentação de disputar a reeleição.

Em carta a Lula…
Os Correios estão no fundo do poço e o governo atual ficará conhecido por promover ou permitir seu desmantelamento. A advertência, em carta a Lula, é do presidente da Associação dos Profissionais de Níveis Superior, Técnico e Médio da ECT (ADCAP), Luiz Alberto Menezes Barreto. “O menor pecado que a ela pode ser atribuído é o da omissão”, diz, responsabilizando a diretoria pela decadência da ECT.

Atrasos e queixas
Na carta a Lula, a ADCAP confirma que cartas e encomendas já não são entregues pela ECT no prazo, gerando queixas e indenizações.

Hostilidade
O descrédito dos Correios faz os carteiros, antes tão valorizados, hoje serem “hostilizados nas ruas”, diz a carta do dirigente sindical a Lula.

Clima de Copa
A embaixada da Inglaterra em Brasília comemora no dia 8 o aniversário da Rainha. O traje sugerido é camisa da seleção do país do convidado.

Empate técnico no DF
Empacaram as negociações para a aliança PT-PMDB no DF: petistas exigem que os peemedebistas “limpem” o palanque de seus políticos que guardem proximidade da Operação Caixa de Pandora. O PMDB topa, desde que o PT mantenha seus pró-prios mensaleiros em casa.

Reunião paraguaia
O governo do Paraguai vende ilusões sobre o “aumento” dos valores pagos pelo Brasil em razão de Itaipu. O site do governo informa que o tema será “discutido e votado” amanhã na Comissão de Finanças da nossa Câmara dos Deputados. Lorota. Nem sequer está na pauta.

Comitiva real
A candidata do PT Dilma Rousseff, que retornou ontem de seu passeio a Nova York, levou uma comitiva numerosa de assessores. Levou até a cabeleireira, hospedando-a também no caríssimo hotel Four Seasons.

Como um monarca
Quando governador de São Paulo, José Serra, levava um assessor, em suas viagens internacionais, cuja tarefa era servir a sua excelência, até em jantares reservados, os remédios que toma com regularidade.

Careca, 52
Faleceu há dias na Argentina, em desastre de moto, o banqueiro Luís Alberto Rodrigues, 52, o “Careca”, ex-Garantia. Acredita-se que era homem de 1 bilhão de dólares. Deixou viúva e filhos pequenos.

Senador Michel
Brizolista histórico, signatário da Carta de Lisboa, Georges Michel foi indicado primeiro suplente de Cristovam Buarque (PDT-DF) para o Senado. Mas só depois que o PT avisou que nem mesmo a indicação de um petista para o posto faria a “cumpanharada” votar em Buarque.

Campanha pirata
Autoridades investigam uma rádio-pirata de Brasília usada no Uniceub para fazer propaganda eleitoral do presidente do Diretório Central dos Estudantes, Kaká Guimarães, candidato a deputado distrital pelo PV.

Autocrítica improvável
Se o presidente Lula fosse chegado a livros, ficaria meio constrangido com o seu Bolsa-Família lendo, de G. Clark, “Um adeus às esmolas: breve história econômica do mundo” (Editora Bizâncio, Lisboa).

MP da Vaidade
Está na Câmara a MP que muda de “secretário” para “ministro” os titulares de Portos, Mulheres e Direitos Humanos. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

PODER SEM PUDOR

Olha quem vem aí

Então governador paulista, Geraldo Alckmin tranqüilizou o seu secretário de Educação, Gabriel Chalita: ele não seria candidato a prefeito, mas poderia disputar o governo de São Paulo, em 2006. Produzindo livros em série (mais de 37), Chalita ganhou espaço no anedotário: percorria o interior pregando uma certa “pedagogia do amor”, e encerrava as palestras, invariavelmente, cantando “A noite do meu bem”, de Dolores Duran.

 

 

 

 

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