Política nacional 28/05/2010

“Há seis meses Aécio Neves disse a mim que não seria vice”.

Presidente tucano, Sérgio Guerra, mais uma vez descartando Aécio como vice de Serra.

Manobras tentam livrar petista do Ficha Limpa
Sucessivas manobras protelatórias, com anuência do Tribunal Superior Eleitoral, têm protegido o governador de Sergipe, Marcelo Deda (PT), amigo e compadre do presidente Lula, de ser julgado por abuso de poder político e econômico. É o único governador denunciado que não foi julgado. Quando pararam as medidas protelatórias, o TSE espantou o meio jurídico devolvendo o processo ao TRE-SE para “diligências”.

Procrastinação
A devolução do processo de Marcelo Deda ao TRE-SE atendeu ao objetivo da defesa de adiar o julgamento dele para depois das eleições.

Ops, deu errado
Quando as “diligências” solicitadas pelo TSE caminhavam em ritmo de tartaruga em Sergipe, veio o imponderável: o projeto do Ficha Limpa.

TSE agiu rápido
Pelo Ficha Limpa, se condenado por um tribunal, Deda ficaria inelegível 8 anos. Novo espanto: o TSE pediu o processo de volta. Chegou ontem.

Armação ilimitada
Agora, amigos de Deda no TSE apressam o julgamento antes que o Ficha Lima entre em vigor. E Lula não tem pressa de sancionar a lei…

Grupo defende
Cerca de quinhentos vi-ciados fizeram manifestação, ontem, em frente ao Ministério da Justiça, pedindo a liberação da maconha e cantando o refrão “sou maconheiro, com muito orgulho, com muito amor”. Ninguém foi preso por associação ao tráfico, nem por formação de quadrilha. Os traficantes certamente adoraram mais essa iniciativa da clientela. Fora da cidade, o ex-ministro Carlos Minc não participou, como o fez no Rio.

Tá tudo dominado
Enquanto gritavam na porta do Ministério da Justiça, ontem, os adoradores da droga recebiam apoio de vários motoristas, buzinando.

Vigilantes
A PM-DF pode não atender aos chamados da população, mas protege a Câmara Legislativa do DF que é uma beleza. Até sua futura sede.

Nenhuma surpresa
Durante todas as conversas, sobretudo em “off”, Aécio Neves sempre afirmou com toda convicção: “Jamais serei vice”. Manteve a palavra.

Elementar
Aécio Neves nunca admitiu ser vice porque não confia em José Serra, não é da sua turma e se achava em melhores condições de vencer Dilma. Agora, tem outro motivo: quer fugir do “abraço do afogado”.

Villela: nove meses
Completam-se nesta sexta nove meses do assassinato do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, de sua mulher, Maria, e da empregada. Até agora a Polícia Civil do DF, hoje em greve, não solucionou o caso.

Tá feia a coisa
É revelador do estado de pânico no DEM o comercial mostrando seu nervoso presidente, deputado Rodrigo Maia (RJ), lendo um texto banal, olhando para baixo e com áudio sofrível. Os “demos” temem a extinção.

A mão de Dunga
Fonte da CBF explica por que Dunga manteve a mão esquerda no bolso, ao cumprimentar Lula: o treinador segurava um “pé de coelho”, que imaginou ser um antídoto eficaz contra o pé glacial do anfitrião.

Pátria patrocinada
Na passagem por Brasília, o craque Robinho era o único a vestir uma camiseta sem as logomarcas do Itaú, da Vivo e do guaraná Antártica, patrocinadores da Seleção. Que não são patrocinadores dele.

Tem que se esforçar
Está feia coisa para o ministro Eros Grau (STF) ocupar a cadeira de José Mindlin na Academia Brasileira de Letras. “Imortais” experientes estimam que por enquanto ele tem apenas cinco dos quarenta votos.

Herança maldita
A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), a da TV do Lula, teve as contas bloqueadas por ordem judicial, para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas da velha Radiobrás. É por isso que a EBC pede aos clientes que não efetuem pagamentos pelos seus serviços.

Milagres brasileiros
Assim como as elites cariocas acabaram com as favelas rebatizando-as de “comunidades”, o IBGE do governo Lula agora chama desemprego de “desocupação” – que, aliás, em abril subiu para 13,4%.

Coisa de doido
Lula pediu voto de confiança no iraniano Ahmadinejad. É como pedir para confiar no maluco do supermercado antes de ele atacar inocentes.

PODER SEM PUDOR

Caso de cadeia

Nas reuniões do PPS, seu partido, o ex-deputado Modesto da Silveira, ícone da resistência democrática e ex-advogado de dezenas de presos políticos, não agüentava ouvir relatos sobre as malvadezas do então ministro José Dirceu (Casa Civil), a quem defendeu nos tribunais da ditadura. E brincou:
– Assim não dá, vou mandar prendê-lo de novo!

 

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