Política nacional 29/05/2010

“Essa questão não é pauta do governo”.

Candidata petista Dilma Rousseff, sobre a redução da jornada de trabalho para 40h.

Chapa pura: Serra rima com Guerra, no PSDB
Com a recusa do ex-governador mineiro Aécio Neves de ser o vice na chapa encabeçada por José Serra, os tucanos agora se inclinam por outro nome para compor uma “chapa pura”: o senador pernambucano Sérgio Guerra, presidente nacional do partido. Na avaliação do PSDB, os vínculos de Guerra com o ex-governador Jarbas Vasconcelos melhoraria o desempenho eleitoral de Serra na região Nordeste.

Nome leve
Do tipo simpaticão, mas duro na oposição ao governo Lula no Senado, Sérgio Guerra é amigo de José Serra e admirado entre os tucanos.

Outras opções
Das opções no DEM para vice de sua chapa, Serra gosta das opções da senadora Kátia Abreu (TO) e do deputado José Carlos Aleluia (BA).

Pão de queijo
Serra sente calafrios com a idéia de Itamar Franco (PPS-MG) de vice. Tucanos acham que é Aécio afastando Itamar da disputa pelo Senado.

Descarte
A hipótese do deputado Rodrigo Maia (RJ) como vice foi descartada. Serra não quer vice se defendendo de acusações no DEMsalão no DF.

DF: armação contra…
Um relatório da Divisão de Crime Organizado considerado parcial e com falhas graves na apuração, abriu uma crise na Polícia Civil do DF. O diretor da instituição, delegado Pedro Cardoso, ficou mal na história e, indignado, pode deixar o cargo. Ele foi surpreendido pelo relatório de um delegado atingindo o candidato do PT ao governo, ex-ministro Agnelo Queiroz, baseado em denúncia que não teria sido checada.

Ilações políticas
O diretor-geral da PCDF, Pedro Cardoso, diz não existirem provas contra Agnelo Queiroz e que tudo não passa de “ilações políticas”.

O acusador
O relatório dá credibilidade a uma testemunha, suspeita de estelionato, com dívidas na praça, que alega haver pago propina a Agnelo Queiroz.

Contorcionismo
Policiais experientes desdenham do acusador, que diz ter visto Agnelo Queiroz, 1,95m de altura, contando o dinheiro no assoalho de um carro.

Urticária petista
José Dirceu está entre os petistas que, como Lula, têm ojeriza ao deputado Geraldo Magela (PT-DF): “Se depender do partido, ele não se elege nem para deputado”, disse o ex-ministro a amigos.

Deu bandeira
O Itamaraty se encarregou de pagar o mico no 3º Fórum Mundial da Aliança das Civilizações, ontem, no Rio. Lula nem se tocou, mas os chefes de estado certamente viram a bandeira do talibã no lugar da bandeira do Afeganistão.

Furacão à vista
O deputado Ciro Gomes (PPS-CE) chega hoje dos Estados Unidos. Na terça, reassumirá sua cadeira na Câmara, não sem ser recebido no desembarque do aeroporto por uma luzidia comitiva pró-Dilma.

Militares anistiados
O Ministério da Justiça realiza no Rio, hoje, audiência pública sobre o regime jurídico de militares anistiados. A OAB, que sedia a reunião, quer tratamento igual aos da ativa e reserva, na Comissão de Anistia.

A felicidade e a chuva
O Senado discute a proposta inútil de incluir o “direito à felicidade” na Constituição. O ex-presidente nacional da OAB Cezar Britto foi direto ao ponto: “É a mesma coisa que decretar chuva por medida provisória”.

Nada de novo
PM, bombeiros e Marinha apertaram a fiscalização no lago Paranoá, em Brasília, após o naufrágio em que duas garotas morreram afogadas. Mas é só para dar uma satisfação à opinião pública. Foi o primeiro acidente grave envolvendo uma embarcação no Paranoá.

Aliança complicada
O Pará é um dos estados onde a aliança PT-PMDB pode fazer água: o ex-deputado federal José Priante disputa com o deputado estadual Domingos Juvenil a indicação do PMDB para disputar o governo. O escolhido vai enfrentar Ana Julia Carepa, líder de rejeição no Estado.

Retrocesso
O Ministério Público alerta para o risco de reformas na legislação ambiental, como prevê os projetos em tramitação no Congresso. Para o órgão, as matérias podem representar um “grave retrocesso” ao país.

Vale lembrar…
…o que disse Otto von Bismarck, o chanceler de ferro: “nunca se mente tanto quanto antes de eleições, durante a guerra e após uma caçada”.

PODER SEM PUDOR

Culpa do advérbio
O deputado estadual Pedro Ferreira não conseguiu se reeleger em 1986, em Alagoas. “Perdi para o mas!”, dizia resignado, culpando o advérbio. E explicava que o então governador Divaldo Suruagy, dono dos votos de cabresto, sempre o elogiava nos comícios, dizendo que ele era um homem bom, humilde, dedicado, trabalhador e pai dos pobres sertanejos, mas o Zé Bandeira também era bom e tinha experiência. Ferreira e José Bandeira disputavam os votos no mesmo reduto.

Assuntos desta notícia


Join the Conversation