E a sociedade?

Há alguns meses que se registra no Estado, com foco na Capital, uma onda de movimentos grevistas. Nada de mais, se não atingissem serviços públicos essen-ciais, como foi no caso da greve dos professores, dos policiais civis e agora nos transportes urbanos.

Vale sempre repetir: reivindicar melhorias salariais ou melhores condições de trabalho é um direito legítimo dos trabalhadores. É da democracia, um princípio respaldado na própria Constituição.

Contudo, o que a sociedade, os contribuintes não podem aceitar são greves por “tempo indeterminado” em serviços públicos essenciais que afetam o bem-estar da população. Em alguns casos a saúde, em outros o direito de estudar e agora o direito de ir e vir ao trabalho, às escolas e a outros lugares.

Sobre esse princípio básico, não só os trabalhadores, suas lideranças têm responsabilidades, mas igualmente os governos, nas várias instâncias, e empresários detentores de concessões públicas de serviços, como no caso das empresas de ônibus.

É preciso que, no menor espaço de tempo possível, os dois lados, através de seus representantes, abram os canais de negociação e cheguem a um acordo.
Questões pessoais, escaramuças eleitoreiras e outras manobras escusas não condizem com atitudes responsáveis de gestores públicos e lideranças sindicais.

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