Após denúncias, superintendente do BB reafirma a valorização dos funcionários

A relação entre patrão e empregado nem sempre é fácil. Há cerca de 20 dias, um grupo de bancários denunciou no seu sindicato (Seebac) que a atual gestão da Superintendência do Banco do Brasil (BB) estaria desvalorizando funcio-nários, tratando com descaso as unidades locais e fazendo pressão exagerada para cumprir metas. Para esclarecer os fatos, o superintendente do BB, Edvaldo Sebastião de Souza, reforçou ontem À GAZETA o compromisso do banco em prol de uma boa relação com os servidores.

A primeira denúncia prega que o BB estipula metas complexas e que estas são cobradas incessantemente, o que deixa os bancários estressados. Conforme Edvaldo Sebastião, a cobrança é um aspecto natural da atividade bancária, mas que nunca foi feita pelo BB de forma exagerada (nem com ameaças, como alegaram). Além disso, as agências acreanas jamais obrigaram servidores a fazer mais do que seus deveres para com o banco.

“Toda empresa tem suas metas e é natural que seus agentes trabalhem muito para tentar cumpri-las. Este é o único esforço que pedimos dos nossos funcionários. Portanto, eu posso garantir que não há exagero nesta cobrança. Aliás, sempre tentamos conversar regularmente com eles para ouvir suas sugestões/reclamações. Inclusive, as denúncias foram até uma surpresa para mim e não podem ser encaradas de forma generalizada”, declarou.

Outra acusação é de que a Superintendência estaria desvalorizando funcionários locais ao escolher pessoas de fora para assumir cargos de gerente. Para rebater tal reclamação, o superintendente disse que tais cargos são concorridos somente por pessoas que têm a devida capacidade para assumi-los e ainda usa número para contestar. Segundo ele, das 10 posses de gerentes da sua gestão, 7 vie-ram do Estado (Acrelândia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Feijó e 3 na Capital) e 3 de fora (sendo que 2 destes são acreanos de origem).

A respeito da denúncia da falta de efetivos para o auto-atendimento e da climatização de algumas (e não todas) unidades locais, Edvaldo Sebastião admitiu que realmente houve alguns problemas neste sentido, mas que logo uma solução foi tomada. Segundo ele, o atraso aconteceu devido a alguns problemas de logísticas característicos das agências da região Norte, em especial no Acre (burocracia maior, falta de estrutura, demora nos consertos e na entrega de máquinas como ar-condicionados, etc).

“Temos um estilo de gestão que prima pelo bom relacionamento com os funcionários, responsabilidade de atender nossos clientes da melhor forma possível e baseado num código de ética altamente profissional. Desta forma, eu garanto que tudo o que podemos fazer para resolver este ou outros tipos de situações está sendo feito”, concluiu.

 

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