Prefeitura planeja mapeamento e obras nas áreas de risco da cidade

A Prefeitura de Rio Branco, através da Secretaria de Desenvolvimento e Gestão Urbana (SGDU), começou a traçar planos para mapear a partir de junho as áreas de risco da cidade (sujeitas aos deslizamentos de terras e às cheias do Rio Acre e de igarapés). O mapeamento será elaborado para se tornar o único adotado pelo município como base para o Plano Municipal de Redução das Áreas de Risco.
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O mapa deve ser finalizado até outubro, sendo registradas todas as casas de localidades enquadradas no perfil de risco (bairros como o Preventório, Adalberto Aragão, Airton Sena, Base, Cadeia Velha, Seis de Agosto, entre vários outros). Após tal trabalho, serão definidas e orçadas obras para reparar a estrutura geológica (contenção de barrancos) de determinadas áreas e/ou remover as famílias que forem necessárias.

Atualmente, a prefeitura começou a instalar a primeira etapa do plano de reajuste das áreas de risco. De acordo com o secretário da SGDU, José Otávio, há cerca de duas semanas a secretaria começou a mobilizar os parceiros (Defesa Civil, Emurb, Funebe, Sehab, Cohab e o restante do governo estadual) para definir os detalhes de como será montado tal projeto. Tais planejamentos devem durar até junho.

“Antes, havia divergência sobre tal questão porque cada órgão fazia seu mapa e sempre os dados não coincidiam uns com os outros. Agora, mobilizamos os parceiros e vamos nos preparar para, junto à CPRM (paraestatal da União), fazer o mapeamento das áreas de risco no próximo mês. Será um trabalho conjunto, que visa como resultado o mapa único. Com isso, nivelaremos melhor as informações da quantidade exata de pessoas morando nestes locais, embasando melhor o nosso trabalho”, explicou o secretário.

Como mapeamento só deve ficar pronto em outubro e só daí serão definidas as obras, é provável que elas não sejam iniciadas neste ano, levando-se em conta que em novembro começa mais uma temporada de chuvas. Segundo José Otávio, o trabalho cartográfico não pode ser realizado antes porque é apenas em junho que o rio seca definitivamente, propiciando um estudo mais preciso sobre todas as áreas de riscos.

Em relação à estimativa de casas em perigo ou mesmo um calendário de obras, José Otávio conta que ainda não há nada especifico. “Apenas o mapa finalizado de outubro é que poderá apresentar com exatidão qualquer dado nesse sentido”, completou.  

 

 

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