Prefeitura substituirá paradas antigas com estruturas adaptadas a deficientes

A Prefeitura de Rio Branco substituirá 25 paradas de ônibus antigas por novas estruturas inteiramente adaptadas para deficientes físicos (cadeirantes) e com placas informando a relação de todas as rotas que passam pelo local. Os abrigos reformados serão construídos no lugar das paradas que já estavam ficando comprometidas pela ação do tempo, prevenindo, assim, qualquer risco de que elas viessem a ceder.

Parada

O processo licitatório das novas paradas está em andamento há quase 2 meses e deve ser finalizado em cerca de 15 dias. Após a licitação, a firma vencedora deve logo começar a erguer os pontos. Enquanto isso, a Rbtrans já identificou e está removendo 18 abrigos na cidade que apresentaram deterioração mais avançada nas suas coberturas (tetos).

Conforme Ricardo Torres, superintendente da Rbtrans, os pontos reformados terão bancos separados, com espaço de 80 cm destinados aos deficientes e encaixes para cadeiras de rodas, além de piso com demarcação tátil (bolinhas no chão que facilitam o tráfego das cadeiras) e materiais totalmente renovados. O objetivo da reforma é fazer com que as novas paradas sigam o mesmo padrão de adaptações que os ônibus da nova frota de Rio Branco devem apresentar, garantindo acessibilidade para todos.

“Em anos anteriores, a prefeitura e o governo entregaram 256 abrigos para a Capital. Contudo, desde o fim do ano passado, quando montamos os planejamentos de 2010, percebemos que alguns deles estavam desgastados e, portanto, necessitavam de reparos urgentes. Por isso, tratamos de identificar tais paradas e centrar a reforma delas como uma das prioridades da Rbtrans para este ano”, contou Ricardo Torres.

Para continuar com o trabalho, o superintendente assegura que mais paradas de ônibus devem, aos poucos, ser revitalizadas durante o restante do ano. A mudança será efetuada à medida que as paradas antigas forem se decompondo.  

Madeira ou telhas – Em relação à substituição da madeira por outra matéria-prima mais resistente (metal, alumínio, etc), Ricardo Torres afirmou que a Rbtrans está analisando a viabilidade de trocar apenas as coberturas das paradas. Segundo ele, quando os abrigos foram feitos a proposta foi a de utilizar madeira para estimular a produção regional do setor. Agora, 3 anos depois e diante da necessidade de reforma, a superintendência está avaliando o uso ou não de materiais que possam garantir mais vida útil aos pontos.

“Em virtude da corrosão das chuvas, do tempo, da secagem e de cupins, a madeira leva 2 ou 3 anos para se desgastar, seja em algumas peças ou mesmo na estrutura geral. Por isso, estamos verificando o custo e a praticidade em substituir a cobertura de madeira por telhas, o que aumentaria a duração das paradas de 2,5 para 10 anos”, completou ele.

Dos 25 abrigos reformados, 2 já devem mostrar um novo modelo com telhas. De acordo com Ricardo Torres, estes 2 moldes serão postos em locais estratégicos para avaliar a sua duração e aceitação estética por parte da população. Se der certo, eles já poderão servir como base (ou não) para novas reformas nestes padrões. 

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