Governo ‘bate o pé’ e professores vão rever proposta

Em nota oficial publicada nos jornais de ontem, o governador Binho Marques (PT), ‘bateu o pé’ e declarou suspensas as negociações com o comando de greve da Educação, condicionando a retomada do diálogo ao retorno das aulas.
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Como reação, os Sindicatos dos Professores Licenciados (Sinplac) e dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) convocaram uma assembléia geral extraordinária, a partir das 8h desta quarta-feira, 12, na quadra de esportes do Colégio Estadual Rio Branco (Cerb).

De acordo com a presidente do Sinplac, Alcilene Gurgel, a idéia é construir uma última proposta com sugestões feitas pelos próprios grevistas. “Eles é que vão decidir o que nós vamos propor para o governo”, disse.

Antes de deliberar pela assembléia geral, o comando de greve se reuniu com o líder do governador da Assembléia Legislativa (Aleac), deputado estadual Moisés Diniz (PCdoB), na tentativa de estabelecer um diálogo com a comissão estadual de negociação.

Diniz repassou os termos de duas novas propostas ao comando de greve. Na primeira, o governo distribuiria os recursos do atual Prêmio de Valorização – cerca de R$ 9,5 milhões – diretamente nos salários dos servidores. Concederia ainda 2,5% de reajuste, referente às perdas salariais provocadas pela inflação deste ano.

A segunda proposta se refere à progressão de letra para todos os servidores até outubro deste ano. Pelos termos desta proposta, a famosa “puladinha” beneficiaria a toda a categoria e não apenas a três mil servidores, como proposto anteriormente.

Apesar de oficializadas pelo líder do governo, as propostas não foram apreciadas em assembléia pelos servidores. Os sindicatos chegaram a ensaiar uma votação, mas o cansaço e o horário avançado levaram o comando a preferir uma exposição mais calma hoje.

“Não podemos deixar o cansaço influenciar nossas decisões. Por isso, é melhor que essas propostas sejam debatidas num ambiente mais calmo, de forma que a própria categoria possa construir uma proposta definitiva para ser apresentada ao governo”, justificou Alcilene Gurgel.

 

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