Servidores do Ibama mantêm greve e querem apoio de

Ao contrário do que se pensava, a greve dos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Acre, não chegou ao fim. O coordenador do comando de greve no Estado, Francisco Messias, disse ontem que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em favor do governo federal, foi mal interpretada.

“O STJ não decretou a ilegalidade da greve e também não mandou os servidores voltar ao trabalho. O STJ admite que a nossa greve é legal e apenas considerou serviços essenciais os relacionados a fiscalização e licenciamento”, questionou.

De acordo com Messias, como o tribunal não discriminou o percentual a ser obedecido está sendo mantido o mínimo legal previsto na lei de greve, que é de 30%. “Acredito até que têm mais de 30% de servidores trabalhando nesses setores”, diz.

Messias observa ainda que até ontem, o acórdão com a decisão do STJ não havia sido publicado e o comando de greve também não recebeu qualquer notificação a respeito. Com isso a paralisação dos servidores continua e completa hoje 40 dias. É o segundo maior movimento do Ibama no Acre. Em 2007, servidores do órgão ficaram em greve por dois meses.

Pelo menos 110 servidores aderem ao movimento. Eles reivindicam a reestruturação da carreira dos servidores (isonomia salarial e gratificações), concursos públicos e o fim do sucateamento das unidades no interior. Na semana passada, os analistas chegaram a  entregaram os cargos em protesto.

VISITA A ALEAC – Hoje, após assembléia geral que será realizada na sede do Ibama, a partir das 8h da manhã, os manifestantes prometem fazer uma visita aos deputados estaduais. Eles querem o apoio dos deputados, no sentido de mobilizar a bancada federal, no intuito de falar em favor da categoria com o Governo Federal.

 

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