Donos de postos serão investigados na 2ª fase da “Operação Octanol”

Octanol – álcool primário utilizado na fabricação de combustível – foi o nome escolhido pelos Grupos de Atuação Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas do Acre e de Rondônia, para desbaratar uma quadrilha que vendia combustível adulterado nos dois estados.Octanol-mpe
Ontem, o procurador-geral de Justiça do Acre, Sammy Barbosa, convocou a imprensa para anunciar a 2ª fase da operação, que culminou com a prisão de seis pessoas e várias apreensões, incluindo gasolina (2.897 lt); diesel (11.840 lt); armas (12); munição (55);  contrabando (24.000 CDs/100 pacotes de cigarro); lacres rompidos (50) e R$ 523,00.

Na oportunidade, foram expedidas 8 autuações e notificações ambientais. De acordo com Barbosa, essa foi a primeira ação conjunta entre os Ministérios Públicos do Acre e Rondônia, que contou ainda com a ajuda das Polícias Rodoviárias Federal, Civil e Militar.

De acordo com o procurador, o trabalho de investigação durou mais de um ano. O esquema consistia em furtar caminhões de combustíveis oriundos do Peru e da Bolívia, repassar para novos caminhões, com lacres adulterados, e revender nos postos de combustíveis do Brasil.

O esquema ilegal era realizado em pontos estratégicos, montados ao longo das rodo-vias BRs 364 e 317. Durante a operação, foram apreendidos cerca de 15 mil litros de combustível adulterado. A carga – que constitui prova do ilícito e deve passar por perícia – está sendo mantida no comando do Corpo de Bombeiros.
A secretária de Segurança Pública, Márcia Regina, disse que “é importante que cada vez mais as instituições estejam integradas, o trabalho de uma influenciando no outro”. Ela anunciou ainda que dois delegados de Polícia Civil irão auxiliar na 2ª fase da investigação.

O inspetor da Polícia Rodoviária Federal no Acre, Getúlio Azevedo, informou que ao longo das rodovias federais foram estourados 11 pontos de vendas de combustível clandestino, sendo 6 na BR-364 e 5 na BR- 317. Nos locais, os integrantes da quadrilha agiam de forma artesanal para adulterar o produto.
A polícia descobriu que os lacres utilizados durante o esquema eram comprados no Estado de Rondônia. A expectativa é que através das prisões efetuadas durante a operação os nomes de outros envolvidos sejam revelados.

Participação de donos de postos será investigada
Segundo Sammy Barbosa, vários donos de postos de combustíveis da Capital procuraram o Ministério Público, no intuito de colaborar com as investigações. Muitos, inclusive, repassaram informações que foram úteis à operação.

Isso, porém, não descarta a participação de empresários do setor, algo que será checado de forma mais detalhada na 2ª fase da operação. A meta, do MPE a partir de agora é saber exatamente como a quadrilha estava estruturada e qual era a função de cada um dos membros.

A última etapa consiste na responsabilização penal dos acusados. Por enquanto apenas seis pessoas estão presas, mas existe a possibilidade que novos mandados de prisão sejam expedidos no curso das investigações.

 

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