Taxista é morto e jogado em ramal; acusados já estão presos

Um morador do bairro Floresta encontrou, na madrugada de ontem, 24, o corpo do taxista Antônio de Oliveira Brito, 36 anos, o “Poeirinha” . Ele estava desaparecido desde à noite de sábado, 23, quando saiu de sua casa no bairro Areal, no 2° Distrito de Rio Branco, após atender uma chamada do celular.
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O corpo foi localizado no Ramal da Associação dos Servidores do Departamento de Estradas e Rodagens (Asderacre), localizado na BR-364, trecho da Via Verde, bairro Floresta.
O corpo apresentava doze golpes de faca, sendo  um na garganta, que degolou a vítima e mais outro nas costas.

Segundo informações de familiares do taxista, por volta das 21h30 de sábado, 22, Antônio Brito estava em casa quando teria recebido uma ligação telefônica, supostamente uma chamada de cliente.
Ele teria saído informando que foi contratado por R$ 500 para passar à noite circulando com um cliente, mas que retornaria pela manhã.

No domingo, 23, a família do taxista ficou preocupada por que ele não havia retornado para casa. Segundo informações de parentes, ele nunca teria se ausentado por muito tempo sem avisar a família onde estava.

Imediatamente, os parentes procuraram saber através de amigos o paradeiro de Antônio Brito. Como o celular estava fora de área, amigos e parentes procuraram a polícia para informar o seu sumiço.
Taxistas que estavam realizando buscas na tentativa de localizar o paradeiro de Antônio Brito teriam avistado três suspeitos dentro de um táxi com características semelhantes aos que foram vistos no táxi de Brito.

Acusados foram interceptados em outro táxi
Taxista-morto1Os taxistas interceptaram o táxi e conduziram os suspeitos à Delegacia de Flagrantes (Defla), sendo dois menores e um adulto, João Carlos da Silva, 18, o “Pimpão”. Segundo informações, o delegado plantonista já havia decidido liberar os suspeitos por falta de provas, mas um adolescente confessou o crime e indicou o local onde ele e os comparsas teriam abandonado o corpo.

A polícia recebeu informação que o táxi teria sido abandonado no Ramal do Bujari, região do município de Porto Acre, a dois quilômetros da Vila do “V”.

O carro apresentava manchas de sangue no banco do motorista, volante, na porta dentro e fora, o que leva a polícia acreditar que o taxista foi morto dentro do carro.

A motivação para o crime teria sido latrocínio (assalto seguido de morte), os acusados teriam roubado R$ 600, o celular da vítima e um som do carro.

O dinheiro e o celular foram encontrados em posse dos acusados e a polícia descobriu, ainda, que eles pretendiam assaltar outro taxista, mas a intervenção dos próprios taxistas com ajuda de policiais militares evitou mais um crime.

Existe suspeita que o bando é formado por outros integrantes, que teriam dado apoio logístico para o retorno dos que abandonaram o táxi no ramal. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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