Angelim e Binho inauguram Ceasa Rio Branco

Capital será a única cidade do país a ter uma central de abastecimento administrada pelo município

 O prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim e  o governador do Acre, Binho Marques,  inauguraram na manhã desta segunda-feira, 10, a Central de Comercialização e Abastecimento da Capital (Ceasa). O evento foi prestigiado por representantes de 40 associações de produtores rurais do entorno da capital, que fizeram questão de agradecer à prefeitura de Rio Branco pela realização da obra, além de parlamentares federais, estaduais e municipais, secretários estaduais e municipais, e representantes de várias organizações governamentais e não governamentais de apoio à produção rural e dirigentes de várias ceasas do Brasil.

O senador Tião Viana parceiro importante da administração Raimundo Angelim desde o primeiro mandato e um dos principais responsáveis pela liberação dos recursos da obra junto ao governo federal também participou da solenidade ao lado do ex-ministro da Agricultura Luís Carlos Guedes Pinto, atual vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil.

Angelim fez questão de agradecer e destacar o apoio de Guedes na implantação do Ceasa Rio Branco e sua importância para o fortalecimento da economia regional. Ele lembrou que foram investidos na obra mais de R$ 7 milhões oriundos de parceria com ministério da Agricultura e viabilizados a partir do apoio do senador Tião Viana e recursos da própria prefeitura.

“Fui muito criticado por investir neste empreendimento, mas não me arrependo. Estamos construindo a cidade do futuro. Nossa cidade tem sim uma produção importante. Não somos auto-suficientes, mas estamos trabalhando para que nossa produção seja cada vez maior e com uma estrutura como essa continue sendo, como já é hoje, exemplo e referência para o país”, disse Angelim.

O governador Binho Marques elogiou a prefeitura de Rio Branco pelo investimento e destacou a importância da parceria dos governos federal, Estadual e Municipal na melhoria da qualidade de vida do povo acreano.

“Antes da inauguração, passamos nos boxes e conversamos com os produtores e empresários e percebemos como cada vez mais falamos a mesma língua. Uma obra como essa faz parte da consolidação do sonho de Chico Mendes e tem forte sentido social, uma área de verdadeira justiça social que fortalece um trabalho amplo que realizamos no Estado desde 1999”, disse.

O vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto, fez questão de destacar o trabalho do prefeito Angelim e do senador Tião Viana para a consolidação do projeto da Ceasa Rio Branco. “Não fosse esse trabalho deles (Angelim e Tião Viana) não estaríamos aqui hoje”, frisou.

A implantação da Central faz parte de convênio firmado entre a Prefeitura e o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O valor total da obra gira em torno de R$ 7 milhões.

A Ceasa permite à prefeitura organizar a comercialização e o abastecimento dos produtos agrícolas que entram na cidade e também acabar com a sujeira predominante nos espaços urbanos que eram ocupados de forma desorganizada, próximos aos mercados públicos. A Central tem uma área de 6,6 mil metros quadrados, localizada na Estrada da Sobral, próximo à rotatória da Via Verde.

O espaço vai comercializar, inicialmente, duas mil toneladas de produtos hortigranjeiros por mês. Mas, quando estiver em pleno funcionamento, sua capacidade será de dez mil toneladas. A Ceasa de Rio Branco não deverá ser conhecida somente por sua grandiosidade. Ela vai trazer também a oportunidade histórica de organizar o mercado de atacados e de varejos, acabando definitivamente com o atravessador. Dentro do orçamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está incluída ainda a aquisição de equipamentos e caminhões para facilitar o transporte dos produtos que chegam até a Central.

“Com a Ceasa toda a cadeia produtiva vai ser valorizada e o comércio local também. Aqui neste espaço (Ceasa) temos condições de comercializar mais  de 100 produtos. Para se ter uma ideia, hoje importamos cerca de 1,5 mil toneladas de produtos que poderiam ser comercializados aqui. Com a Central de Abastecimento pouco mais de mil toneladas de frutas e verduras poderão ser comercializadas neste local”, destacou o secretário Municipal de Agricultura e Floresta, Mário Jorge Fadell.

Outro ponto importante com a criação da Central será a inclusão do Acre no sistema nacional das centrais de abastecimentos, que é administrado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Pelo sistema, um produtor em Rio Branco, por exemplo, poderá abastecer diversas outras cidades do Brasil, com produtos predominantemente acreanos. Um exemplo é a banana.

De acordo com as últimas estimativas do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranejeiro, o Prohort, o volume de comercialização nos entrepostos atacadistas das ceasas no País atingiu 14,6 milhões de toneladas. Isso representou um ganho de R$ 11,6 bilhões. O Prohort tem a missão de garantir a manutenção do preço justo para o consumidor final e permitir a melhoria do zoneamento agrícola.

Administração

Rio Branco será a única cidade do país a ter uma Central de Abastecimento administrada pelo município. As outras que existem ou são do governo federal ou são do estadual. Serão 6,5 mil metros quadrados, dois pisos, 30 boxes e 130 locais para comercialização dos produtos. O espaço conta com agência bancária, lotérica, posto telefônico e de internet, farmácia, praça de alimentação e sala de treinamento.

A Ceasa centralizará o abastecimento de produtos regionais e hortigranjeiros, incluindo produtores, atacadistas e pequenos varejistas, promovendo uma formação de preços livres e disponibilizando serviços de limpeza, segurança, manutenção, fiscalização de embalagens, classificação de produtos e informação de mercado, num ambiente organizado de oferta e procura no município de Rio Branco e em mais 21 municípios do Estado, que têm na capital sua base de consumo.

Principais características da Ceasa

•    Ocupa uma área de comercialização de 2.814,32 m², em um galpão de 4.949,1 m², dividido em 30 boxes de 28 m² cada e 130 galpões para os produtores rurais;

•    Sua capacidade de comercialização é de 59.520 t/ano;

•    Pode atender a uma população consumidora de até 992 mil habitantes, podendo ser cadastrados para essa oferta 12 mil famílias de produtores;

•    A área adquirida já prevê uma segunda etapa para duplicação dessa capacidade de abastecimento e comercialização;

•    Valor estimado da comercialização: R$ 16 milhões.

(PMRB)

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