Geraldinho abre mão de disputar reeleição ao Senado

Não foi propriamente uma surpresa. Já era esperado que o senador Geraldo Mesquita Jr. (PMDB-AC) não disputasse uma vaga ao Senado. Ele tem sido um dos maiores defensores da unidade das oposições e a sua decisão favorecerá novos entendimentos entre a coligação capitaneada pelo PSDB e o PMDB.  Os dois candidatos oposicionistas ao Senado serão o ex-deputado João Correia (PMDB) e o deputado federal Sérgio Petecão (PMN-AC).Mesquita
Durante a entrevista coletiva à imprensa ficou claro ainda a intenção dos peemedebistas de reforçarem a candidatura do vereador Rodrigo Pinto (PMDB) ao Governo do Estado. “Estarei nessa campanha empenhado em ser cabo eleitoral do Rodrigo Pinto e do João Correia,” afirmou Geraldinho. Quanto às especulações de que poderá ser o coordenador da campanha do presidenciável José Serra (PSDB) na região Norte, ele explicou: “não me atrevo a dizer que serei o coordenador. Gosto de atuar na política de forma solta. A nível nacional, parte do PMDB marchará com a candidata oficial, mas não aqui, onde marcharemos com o Serra”, destacou.

Quanto à naturalidade de ser candidato à reeleição Geraldinho salientou: “Há muitos anos no país os senadores eram candidatos natos. Mas não vejo as coisas assim porque são as circunstâncias dos fatos que constroem essa possibilidade. A minha decisão é fruto de uma reflexão. As realidades dos fatos fazem com que o João Correia seja o candidato do PMDB com maior potencial nesse momento. A minha compreensão é que a gente não constrói um processo desses sem a grandeza e o desprendimento. Modestamente cultivo essas características porque não faço política olhando para o meu próprio umbigo. Procuro me enxergar com uma peça de um conjunto harmônico,” disse ele.

O senador também falou sobre o seu mandato. “O que mais me deu prazer como senador foi poder rodar pelo meu Estado várias vezes e conversar com as pessoas. O ruim do mandato foi a falta de honestidade das pessoas que utilizaram instrumentos contra os quais me debati. Usaram todos tipos de artifício para me torturarem e me levar à intranqüilidade. Mas passei por tudo isso e mostrei a população do Acre que sou uma pessoa honesta e integra,” argumentou. Quanto ao seu futuro político, Geraldinho, resume: “Não vou desligar da tomada. Acompanharei a política brasileira e dentro dos meus limites vou intervir,” definiu.

João Correia vai à luta
Agora, como candidato único do PMDB ao Senado, o ex-deputado João Correia, elogiou a atuação parlamentar de Geraldinho. “O senador e eu fizemos um acordo e a minha contrapartida é muito pequena comparada com a sua generosidade. Tivemos sempre uma relação muito fraterna e a única exigência do senador é que a gente continue com a utopia de ter um Acre próspero e democrático que de fato se incorpore nesse caminho que o Brasil está encontrando. Nós temos tido uma série de avanços sociais e econômicos e, infelizmente, eles não têm chegado por aqui. Nós vamos exibir ao Brasil, no próximo censo, números muito ruins refletindo um certo fracasso no modelo que foi implantado há 12 anos. A exigência do senador é que agente continue fazendo acontecer essa luta e essa utopia. O senador é a minha representação no Congresso Nacional  como um parlamentar de oposição ao Governo que está aí,” salientou.

João Correia também destacou as suas motivações políticas para enfrentar o pleito. “Isso ajudará o nosso candidato ao governo, Rodrigo Pinto. Se o outro grupo de oposição já definiu o candidato ao Senado estará alavancando o candidato ao Governo do lado de lá. O PMDB teria que fazer rapidamente essa definição para alavancar esse potencial imensurável do Rodrigo Pinto. No sentido que se estabeleça uma saudável competição com o outro lado. Aquele que for para o segundo turno terá inteiramente o apoio daquele que não foi. Esperamos que quem vá para o segundo turno para receber o apoio do Bocalom (PSDB) seja o Rodrigo Pinto. É a juventude que vai se colocar para fazer o sonho acontecer de se ter um Acre com menos prostituição, desemprego e miséria,” avaliou.

Quanto aos seus planos como candidato João Correia definiu: “Na campanha não seremos contra ninguém. Mas vamos passar o Acre em revista para ver quais são os fundamentos reais da florestania, que no nosso ponto de vista, não conseguiu resolver os problemas essenciais do nosso Estado. O Acre virtual é diferente do Acre real. Estou sendo um pouco a criação do senador Geraldo Mesquita e vou repetir o comportamento dele no Senado,” finalizou.

Oposição unida
O pré-candidato Rodrigo Pinto também elogiou a postura do senador acreano e falou da unidade das oposições. “Tenho esse comprometimento. O que estão vendo é alguém que seria um candidato nato Senado abrindo mão das suas prerrogativas. Dentro desse processo de capitanear as candidaturas majoritárias do PMDB estamos nos comprometendo com o sonho e o compromisso no que tange ao nosso foco de ter a FPA e o PT como adversários. Eles estarão enfrentando dois candidatos ao Governo, um do PSDB e outro do PMDB ancorados por um candidato ao Senado de cada lado. Não seremos adversários da oposição e certamente a população do Acre deverá optar pela alternância do poder,” concluiu.   

 

 

 

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