Gestão de segurança pública é tema de debate na Aleac

Os vários crimes do final de semana direcionaram os debates, ontem, da Aleac para a Segurança Pública no Estado. Com os nove assassinatos, a oposição pautou a discussão. Da tribuna N. Lima (DEM) esbravejava que existe uma incompetência do sistema de gestão da segurança. Idalina Onofre (PPS) criticava a falta de recursos para as defensorias do Acre. Antônia Sales (PMDB) apontava problemas de criminalidade em vilas da zona rural de Cruzeiro do Sul e falta de solução no desaparecimento do garoto Fabrício.Aleac0505
Mas a denúncia mais séria foi do deputado Donald Fernandes (PSDB) que afirmou terem sido agredidos dois médicos no Pronto-Socorro de Rio Branco na última semana. “Está muito fácil agredir um médico naquela unidade de saúde. Não tem a mínima estrutura de segurança. As pessoas entram e fazem o que querem. Se não há segurança qualquer um pode entrar para fazer justiça com as próprias mãos. Os médicos estão com medo de trabalhar ali”, reclamou.

Donald pontuou os dois casos mais recentes. “Um médico foi agredido por uma pessoa alcoolizada que entrou e espancou o profissional. No outro caso a vereadora Marleide Dourado da Silva do PT de Feijó entrou e bateu na doutora Leuda Davalos e depois saiu batendo no peito dizendo que não aconteceria nada com ela”, acusou.

Lembrando do caso do assassinato do vereador de Acrelândia, o tucano também se disse ameaçado de morte por ser o relator da CPI da Pedofilia. “Fui perseguido por causa da CPI da Pedofilia. Ficaram me estudando durante várias noites em frente à minha casa.

Cheguei a chamar à polícia que foi lá só uma vez. Falaram com a pessoa, que foi embora. Estavam estudando os meus hábitos e a minha vida. Mas num dia voltei para casa num horário diferente acompanhado do meu motorista. Pararam dois bandidos numa moto para me executar, mas quando viram o motorista e os latidos do meu cachorro ficaram desconfiados e gritaram ‘sujou’ e foram embora.

Seria uma execução sumária. Denunciei aqui na Aleac às pessoas competentes e pedi ajuda ao presidente. Fiquei sem resposta e na insegurança da minha vida mudei de casa e estou morando num apartamento onde me sinto mais seguro”, salientou.

Mesa afirma não ter recebido ofício do deputado
Indagado sobre a questão da segurança do deputado Donald Fernandes o líder do governo, deputado Moisés Diniz, reagiu: “entrei em contato com o presidente da Casa, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) que me afirmou não ter recebido nenhuma solicitação do Donald em relação a sua segurança pessoal. Quando aconteceu um caso parecido com o deputado Josenir Anute (PSL) tomamos todas as providências necessárias”, relatou.

O secretário da mesa diretora, deputado Thaumaturgo Lima (PT) também afirmou desconhecer a solicitação do tucano. “Em primeiro lugar quero adiantar que o presidente da Aleac, não só com o deputado Donald, mas com qualquer deputado que teve outros problemas não só de ameaça, mas de outras situações que necessite do empenho da proteção da mesa diretora sempre tomou as providências.

Acho que o deputado Donald está equivocado com essa colocação. Todas as reclamações são atendidas. Quando acontece a mesa diretora tem se comunicado com o executivo e acompanhado os casos”, garantiu.

Base governista rebate acusações
O líder Moisés Diniz afirmou que a Secretaria de Segurança Pública do Estado está empenhada na solução dos crimes. “O Governo, no dia do assassinato do vereador de Acrelândia deslocou o secretário da Polícia Civil e o comandante da PM para o município. No dia seguinte foi a secretária de Segurança, Márcia Regina. Tem dois delegados trabalhando no caso. O Estado reforçou a segurança militar em Acrelândia por conta da apreensão e insegurança que ficou. Tenho certeza que os criminosos e, se tiver mandantes, serão pegos”, garantiu.

Quanto aos crimes do final de semana, Moisés afirma que a polícia do Acre é uma das que tem maior resolutividade no país. “Contra fatos não existem argumentos. As mortes estão nos jornais e nós não vamos dizer que não teve. Quanto ao papel da polícia nós discutimos. Em pelo menos três casos os bandidos foram imediatamente detidos em menos de 24 horas. O Acre é campeão nacional em resolutividade criminal. Estados de vanguarda como o Rio Grande do Sul têm menos de 20% de resolutividade dos seus crimes e o Acre tem mais de 80%”, avaliou.

Líder do PT contesta oposição
O deputado Ney Amorim, explicou a questão da suposta agressão de uma vereadora do PT a um médico no Pronto- Socorro. “Conheço muito bem a vereadora Marleide do PT de Feijó e ela recentemente sofreu um acidente e teve a perda do marido. Ela foi hospitalizada no Pronto-Socorro, mas desconheço esses fatos narrados pelo Donald. Gostaria de deixar claro que ela tem passado momentos difíceis na sua vida pessoal. Ela está passando por dificuldades”, defendeu.

Quantos as acusações contra a Saúde e a Segurança, Ney ressaltou: “acho que a oposição exagerou na dose quando tratou da Segurança Pública. Acho que não dá para chegar à população e instalar o caos. Os crimes realmente estão acontecendo, mas a Segurança do Estado está agindo, está combatendo e está prendendo. Aqui as elucidações dos crimes chegam a mais 80%. Em relação à saúde é obvio que tem problemas no Pronto-Socorro de Rio Branco porque o Governo quer dar um prédio novo, bem equipado e instalado para atender melhor as pessoas. Mas daí a dizer que os médicos estão correndo risco de vida acho um exagero”, finalizou.   

 

 

 

 

 

 

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