Petecão participa de Frente anti-crack

Como primeiro parlamentar a solicitar no Congresso Nacional um programa do Governo Federal para combate ao crack, o deputado Sérgio Petecão (PMN) participou na semana passada no plenário da Câmara dos Deputados do lançamento da Frente Parlamentar de Combate ao Crack. Mais de 300 deputados e senadores participam do grupo que vai discutir propostas emergenciais para deter o crescimento do uso de crack no Brasil . Segundo estimativas oficiais, atualmente o Brasil possui cerca de 600 mil viciados na droga, mas os números podem esconder uma verdadeira epidemia, segundo especialistas”. O crack hoje é considerado uma arma química pronta para aniquilar os usuários tal seu poder de destruição, alertou o deputado acreano.

O lançamento da frente contou com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que defende o atendimento humanizado que não isola o dependente do crack. Já o ex-ministro da Saúde e hoje deputado Alceni Guerra, integrante da Frente, defendeu medidas enérgicas contra o crack, dentre elas a internação, que hoje é proibida por lei. Para Sérgio Petecão, o tema é polêmico e precisa ser amplamente discutido por técnicos e a sociedade em geral, “já que no fim das contas o primeiro a enfrentar o problema são as famílias dos viciados”. A droga é derivada da cocaína e consumida, principalmente pela população de rua devido seu baixo preço. Quando inalado proporciona rápida euforia e logo depois desânimo. Segue-se então a inevitável dependência, também conhecida por fissura (vontade de inalar repetidas vezes).

Para Petecão, o grande perigo do crack, “é seu alto poder de dependência, que vai atingir sobretudo uma população pobre e em geral desnutrida”.
Petecão pretende levar a Frente para uma audiência pública em Rio Branco, se possível ainda este semestre. A idéia  inclui ainda promover  encontros com grupos locais com experiências  de sucesso no combate às drogas . O deputado lembrou que a droga já chegou no Acre, “e precisa ser combatida da forma necessária já que é alvo dos traficantes por sua posição geográfica de fronteira com países ligados ao narcotráfico”.  (Assessoria)

 

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