Petecão quer zoneamento da Amazônia Legal

Em Rio Branco, onde se encontra para uma série de encontros políticos, o pré-candidato ao Senado Federal deputado Sérgio Petecão (PMN) cobrou urgência na execução do Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Região (MacroZEE). O plano, criado pelo Governo Federal, estabelece diretrizes para o desenvolvimento sustentável da região e deve ser transformado em decreto pelo presidente Lula, no início de junho, durante a Semana do Meio Ambiente.O problema, segundo o deputado, é que mesmo com a publicação do decreto,”a burocracia e os empecilhos legais podem atrasar ou até mesmo inviabilizar um programa fundamental para a Amazônia”.

De acordo com Petecão, o plano divide a Amazônia em dez regiões com modelos distintos de desenvolvimento e já foi alvo de audiência pública nesta segunda-feira da Comissão da Amazônia da Câmara Federal, onde o deputado acreano  é vice-presidente. O grande perigo, segundo Petecão, é que o plano venha a se contrapor ou repetir  planos estaduais de zoneamento já feitos ou em elaboração. Para o deputado, por ser um plano federal e ter ascendência sobre os demais, o MacroZEE deveria ser elaborado primeiro para servir de modelo e referência. “É uma questão de bom senso e mesmo respeito em relação a hierarquia das leis e programas”.

Segundo o zoneamento proposto pelo MacroZEE, dentre as dez macrorregiões estabelecidas, o Acre contém três tipos delas – o chamado Coração da Floresta, as Frentes de Expansão com àqreas Protegidas e o Pólo Logístico de Integração com o Pacífico. Cabe agora, afirma o deputado, o Governo Federal dar realmente prioridade à Amazônia para que o MacroZEE tenha o sucesso e a eficácia pretendida pela população. ”A descoberta das vocações econômicas e seu desdobramento no processo de planejamento e desenvolvimento regional são as chaves para uma política econômica de sucesso”.

Petecão insistiu que o macrozoneamento pode, sem sombra de dúvida, ser o caminho seguro para o progresso regional. ”Zoneamento é delimitação, o que leva a um planejamento coordenado entre órgãos públicos.Tudo isto facilita e até acelera resultados”. O deputado finalizou dizendo que o plano segue regras bem claras. Pelo programa federal, onde há florestas, a idéia é preservar e criar uma economia com floresta em pé; nas áreas degradadas ,o alvo é recuperar a terra com alternativas que aumentem a produtividade,e assim sucessivamente. Segundo Petecão, o objetivo maior “é tornar a Amazônia mais que produtora de simples matérias-primas”. (Assessoria)

Assuntos desta notícia


Join the Conversation