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Petecão se solidariza com trabalhadores da educação

O deputado Sérgio Petecão (PMN) expressou, ontem em Brasília, seu apoio e solidariedade aos trabalhadores da Educação em greve há quase um mês em todo o Estado. Em seu pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados,o parlamentar acreano disse que é preciso encontrar uma solução justa e negociada para 38 mil servidores e professores que se encontram de braços cruzados à espera da sensibilidade e boa vontade do Governo do Estado.”É hora de mostrar equilíbrio e sensatez para a mais numerosa categoria do Estado e sem dúvida alguma uma das mais politizadas e atuantes”,disse o deputado.

Segundo Petecão, o Governo do Estado tem agora de mostrar humildade e consciência de classe. De acordo com o deputado, é hora de o Governo chamar  novamente o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) para uma negociação aberta e democrática, ”e mostrar na prática o respeito aos trabalhadores, ao sindicato e a democracia, coisa que sempre defenderam em palanque”. O deputado lembrou ainda que os sindicatos em geral sempre foram simpáticos ao PT e bastante atuantes na eleição deste Governo,”que agora tem de demonstrar desprendimento e sensibilidade nas negociações que deverão ser retomadas o mais breve possível”.

Petecão lembrou que a paralisação é total na capital e se estende pelo interior. Pelos cálculos, a adesão à paralisação na rede estadual em todo o Acre é próxima a 90%%. O deputado pediu calma aos manifestantes e “muito equilíbrio e cuidado  para evitar à radicalização que não interessa a ninguém”.A preocupação do deputado é que a paralisação venha a afetar o ano letivo.”Por isto mesmo a retomada das negociações é fundamental para a chegada do consenso”. No entanto, durante pronunciamento em praça pública em Rio Branco, os sindicalistas pediram aos pais e responsáveis que não levem seus filhos para a escola enquanto o Governo não negociar com a categoria.

Segundo informações, o Governo do Estado já manteve seis (6) reuniões com os sindicalistas da Educação, mas nenhum acordo foi firmado. Com isto, a disposição é manter a greve por tempo indeterminado. Por lei, em virtude do ano eleitoral, o Governo pode oferecer até 10.96%, mas se dispôs a oferecer apenas 2.97%. A proposta foi rejeitada em assembléia pela categoria da Educação. Para Petecão, o importante agora é sentar novamente em torno de uma mesa de negociação, sem ressentimentos ou imposições, e negociar aquilo que for possível.