Acre tem saibro

Grande parte dos tenistas veteranos surgiram em um período em que a modalidade era dominada por um brasileiro vindo de Santa Catarina – o Guga -, que chegaria ao topo entre os melhores, em um período que as lendas Pete Sampras e André Agassi eram temidos por todos. Esse brasileiro bateu os dois em um máster.

Essa geração acreana sofreu com as quadras de cimento, pois elas machucam a movimentação, principalmente nas articulações. O sonho era a construção de quadras de saibro os mais céticos afirmavam que elas seriam  inviáveis no Acre, devido o período de chuvas, o sol, entre outros fatores. Um grupo de amigos, todos amantes do tênis apostaram contra tudo e contra todos.

Entre os tenistas os mais “chatos” nesta idéia foram Athos e Wilson, tomando frente e apostando em uma quadra que, na teoria, morria antes de começar. Apesar de ser um dos berços do tênis acreano, o Círculo Militar não poderia ser o local desta “aposta”, muito mais por um Estatuto Militar, que propriamente do seu espaço. Surgia mais um louco a abraçar essa aposta, o atual presidente da Associação Atlética Banco do Brasil, Elon Machado.

Posso dizer que seu amigo bem antes de assumir a AABB, Elon havia externado a vontade de ter quadras no clube ainda em meados de 2006. Uma comissão de tenistas, representando 48 no total, entre eles o presidente da Federação, Alan, e o vice, Chaves, levaram a idéia e o projeto para Elon e para o superintendente do Banco do Brasil, Evaldo Salgado, onde foi aceita a proposta.

Passa-se o período de adaptação, a quadra vem sendo aceita de forma unânime por seus praticantes. Alan, presidente da Federação Acreana, em assembléia da Confederação mostrou a iniciativa destes loucos e conseguiu “apalavrar” com seu presidente, Jorge Lacerda, o material externo (postes, lâmpadas, redes, telas, entre outros) para mais três quadras. Tudo porque alguns loucos por tênis e um presidente de clube mais louco ainda, apostaram nesta idéia, o Acre tem sim quadra de tênis. E, sim, somos vistos como um Estado que não espera a iniciativa privada, mas, mesmo aqueles com poucos recursos financeiros, põem a mão na massa e lutam por seus ideais.

Ramiro Marcelo é jornalista e jogador de tênis 2ª Classe, mas para mim deveria ser 3ª ou 4ª Classe.
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